O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira, 26, que os líderes do movimento dos caminhoneiros que vieram conversar com o governo aceitaram as propostas do Executivo. A partir de agora, segundo ele, os caminhoneiros que continuarem obstruindo as estradas serão multados com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por hora. Os caminhões parados na pista serão identificados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, com base nos dados obtidos pelos policiais, as multas serão emitidas.
“A decisão do valor da multa não é do governo, é da Justiça, e a punição não está sendo imposta por mim, e sim por magistrados. Eu tenho o dever de fazer cumprir a lei”, disse o ministro. Segundo ele, ainda existem caminhoneiros em 97 pontos de rodovias em sete estados, a maioria deles no Sul do país. Cardozo explicou que houve dificuldade para identificar os líderes do movimento. Aqueles que se apresentaram como líderes, de acordo com ele, saíram satisfeitos das negociações. “Não é simples identificar lideranças. Conversamos com todos os que se dispuseram a dialogar. Representantes de trabalhadores e de empresas compareceram”, acrescentou.
Na noite de quarta-feira, 25, em conversa com os trabalhadores, o governo propôs sancionar a Lei dos Caminhoneiros, a prorrogação por 12 meses do pagamento de caminhões, por meio do Programa Procaminhoneiro, além da negociação conjunta entre caminhoneiros e empresários para que seja estabelecida uma tabela referencial de frete.
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A Lei dos Caminhoneiros aguarda sanção da presidente Dilma Rousseff. O texto, aprovado há duas semanas pelo Congresso Nacional, altera a regulamentação da profissão. “Um dos temas importantes que está na lei”, de acordo com o secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, “é que os caminhões que trafegam vazios estarão suspensos do pagamento de pedágio por eixo suspenso”.
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