A política é um jogo de xadrez, que demanda estratégia bem pensada para avançar com suas peças e, ao mesmo tempo, derrubar as do adversário. Mas também pode ser vista como uma partida de pôquer. Nem sempre as apostas estão baseadas em fatos. Há vezes que o blefe é a melhor opção e faz com que o jogador tenha lucro maior.
Pensando nas eleições de 2026, dá para dizer que as cartas estão jogadas. De um lado está a polarização “lulobolsonarista”, que tende a tornar a disputa mais quente. Do outro surgem nomes apresentados como a terceira via. É nesse grupo que entra o governador Eduardo Leite (PSD). Nessa sexta-feira, ele apresentou um manifesto à Nação e lançou sua pré-candidatura. O que isso significa? Por enquanto, uma jogada de pôquer. Pode ser que esteja blefando para fortalecer seu nome; pode ser que enxergue na baixa rejeição (comparada com Lula e Flávio Bolsonaro) a garantia de melhores resultados do que os apresentados nas pesquisas atuais; pode ser uma forma de minimizar a força de seus adversários internos: Ronaldo Caiado e Ratinho Jr.
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Foi, em seu texto, pontual, como costuma ser nos discursos. Atacou os principais problemas dos dois lados da polarização, como a falta de planejamento, o foco no adversário e não no país, e a danosa aproximação com escândalos como o do Banco Master e dos descontos irregulares nos benefícios do INSS. A consequência desse anúncio será vista nos próximos dias, com o aumento da popularização de seu nome, ampliando a possibilidade de que seja candidato, ou a ignorância ao anúncio feito, o que o coloca em outra disputa, em outubro: a busca por uma vaga no Senado.
Em sua fala sexta-feira, no lançamento da Expoagro Afubra, o senador Luiz Carlos Heinze (PP) reforçou o pedido de atenção às eleições de outubro, apontando o senador Flávio Bolsonaro como esperança para os brasileiros. Além disso, confirmou os nomes dos deputados Sanderson (PL) e Marcel Van Hatten (Novo) para o Senado. Neste ano, os brasileiros escolherão dois nomes.
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Após 25 anos de filiação partidária no PSB, tendo sido candidato a prefeito e a vice de Alex Knak (MDB) e Helena Hermany (à época no PP), Fabiano Dupont pode estar deixando o partido. Pré-candidato a deputado estadual, já teria recebido convite de três legendas, mas pelo forte vínculo com o deputado federal Heitor Schuch (PSB), deve acompanhar o parlamentar rumo ao PSD.
Dupont é presidente do PSB há uma década e articulou para que o partido conseguisse restabelecer cadeira no Legislativo de Santa Cruz do Sul. O seu destino pode reconfigurar as eleições de 2028 no município. Por falar em Schuch, sua ausência foi sentida no lançamento da Expoagro Afubra, nessa sexta-feira.
A ex-prefeita Helena Hermany (PSD) voltou ao trabalho na coordenação do Sine. Em entrevista ao colega Jaime Fredrich, disse estar com a saúde restabelecida. Diga-se de passagem, com olhos nas eleições de 2028.
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