Moradores de Santa Tereza, no Rio, ficaram revoltados na noite desta terça-feira, quando, por volta das 22 horas, começou a movimentação para o casamento “ostentação” de Preta Gil no local. A festa aconteceu na mansão de Lilibeth Monteiro de Carvalho, ex-Collor, localizada no alto do morro carioca. A cerimônia, antes, foi na igreja Nossa Senhora do Carmo, no centro.
“Não sei por que fazer o casamento aqui. É muito perigoso. Vai ser difícil os convidados conseguirem táxi para voltar”, reclamou o taxista Henrique, no caminho de ida para a festa. Mas sua profecia não se realizou: o casório dispunha de organizadores a postos para conseguir táxis para os convidados em qualquer horário.
Na chegada à mansão, o trânsito de Santa Tereza, cujas ruas são estreitas, parou de vez. Convidados impacientes buzinavam uns para os outros, motocicletas andavam na contramão e nas calçadas, no desespero de escapar do engarrafamento, e passageiros desciam dos ônibus e seguiam a pé.
Irritada, a passageira de um ônibus trocou ofensas com convidados que chegavam à festa. “Tá aí todo bonitinho, é porque tu não mora aqui. Vai fazer no Leblon essa m*”, se exaltou, recebendo em troca apenas muxoxos de uma turma de convidados.
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O coro da moradora foi endossado por outros motoristas, que ficaram presos no engarrafamento “por engano”: eles estavam só tentando chegar em suas casas. “Quando não é vagabundo dando tiro é casamento de Preta Gil, era só o que faltava”, reclamou um morador. “Por que ela não foi casar lá na Bahia?”. “Ou na Barra da Tijuca”, sugeriu outro.
O caos era tanto que alguns convidados abandonaram seus táxis e seguiram a pé para a mansão. No meio de um retorno improvisado, criado pela organização do evento, uma batida entre dois carros aconteceu. Ninguém se feriu. Procurada pelo “F5” no dia anterior ao casamento, a CET do Rio informou que não seria necessária “nenhuma intervenção extraordinária no local”.
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