A Procuradoria-Geral do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Gaúcha de Futebol encaminhará somente na tarde desta terça-feira, 7, a denúncia contra o Inter, sobre suposta injúria racial de alguns torcedores colorados contra o lateral-esquerdo Fabrício, no jogo da última quarta-feira contra o Ypiranga. A denúncia será feita apenas em cima de provas de vídeo e não há o risco de o Campeonato Gaúcho ser paralisado. O jornalista Luciano Potter, do Grupo RBS, não terá o seu depoimento utlizado e também não será testemunha.
“No momento, não recebemos a denúncia da procuradoria. A partir deste recebimento, nós teríamos que analisar o pedido de tutela antecipada ou de suspensão do campeonato. Um eventual julgamento projeta uma perda de pontos e a não realização da competição. A acusação não foi formulada e a notícia que tenho é apenas de um possível movimento da procuradoria”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Roberto Leite Pimentel, em entrevista à Rádio Guaíba pela manhã.
O Internacional poderá ser julgado pelo artigo 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que tem em seu texto “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. O clube pode receber uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil em caso de condenação.
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Na semana passada, o torcedor Vinícius Paixão, de 27 anos, negou que tenha chamado Fabrício de “macaco”. “Eu tenho 27 anos, sou sócio do Inter e frequento o Beira-Rio desde 1993. Sou fanático, mas sei respeitar o outro. Assim como o estádio inteiro ficou irritado, eu xinguei ele com vários nomes que não posso falar aqui, mas naquele momento do vídeo é c… Se vocês analisarem o vídeo da transmissão do jogo fica claro, fiquei até surpreso quando vi que até a imprensa interpretou de outra forma”, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba.
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