Município mantém ações de combate ao mosquito Aedes aegypti | Foto: Prefeitura de Santa Cruz do Sul/Divulgação/Banco de Imagens
O trabalho de prevenção e de sensibilização da população no que diz respeito ao mosquito Aedes aegypti reflete em queda dos casos de dengue em Santa Cruz do Sul. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o município teve 20 ocorrências confirmadas em 2026 até o momento – no ano passado, foram 81 no mesmo período. O cenário atual, no entanto, ainda é de infestação, mesmo que tenha sido registrada queda na transmissão da doença.
Em Santa Cruz, outros 27 casos estão em investigação. 390 já foram descartados. Dos 20 confirmados, 12 foram em mulheres e oito em homens. O público mais comum é o de 20 a 29 anos, com seis ocorrências, seguido por pacientes de 50 a 59 anos, que somaram cinco casos.
LEIA MAIS: Agentes de endemias instalam armadilhas para monitorar mosquito da dengue em bairros de Santa Cruz
Publicidade
O coordenador do setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Alexandre Goularte, diz que manter a vigilância é o melhor remédio para evitar alta na transmissão da dengue. “A gente acabou de sair do período mais crítico do ano, mas é importante frisar que a adaptabilidade do mosquito é muito alta. Já não tem mais aquela barreira do frio que a gente contava muito antigamente. Ele é muito resistente, adaptável e ele continua a proliferação mesmo nos períodos mais frios.”
Segundo Goularte, o volume de infestação é médio-alto; em compensação, o de transmissão viral é baixo para a época. “A gente está conseguindo fazer um controle da transmissão do vírus e das arboviroses em si”, confirma. O resultado positivo é atribuído ao trabalho contínuo dos agentes de combate às endemias, que atuam diariamente nos locais de maior incidência das doenças no município, como na Zona Sul.
“A partir do momento que houve uma mudança para conseguir frear a transmissão viral, a gente consegue ser um pouco mais assertivo em relação ao nível de infestação. A baixa nesse nível de infestação é uma consequência. Então, frear o vírus era o primeiro passo e a gente está conseguindo, não só em Santa Cruz do Sul, como outros municípios que estão utilizando essa estratégia”, explica o coordenador do setor de endemias.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Rio Grande do Sul confirma primeira morte por dengue do ano
Ele reforça a importância da participação dos moradores no combate ao mosquito Aedes aegypti, com medidas simples e eficazes. Goularte enfatiza as ações aplicadas em Santa Cruz do Sul para controlar a doença, como a aplicação do fumacê e de larvicida biológico pulverizado. Hoje, a estratégia mais utilizada é a borrifação residual intradomicilar (BRI), um inseticida tópico que tem ação residual, ele fica no ambiente por mais tempo, principalmente em pontos estratégicos.
“A partir da semana passada, a gente fez a instalação das ovitrampas, que é um dispositivo relativamente novo e que vai nos auxiliar tanto para o levantamento do nível de infestação quanto para frear o avanço do mosquito”, complementa.
Publicidade
No dia 15 de abril, foi confirmada a primeira morte por dengue no Rio Grande do Sul em 2026. A vítima, de 83 anos de idade, tinha comorbidades e morava em Jacutinga, no norte do estado. Conforme Alexandre Goulart, o fato reforça a importância das medidas de prevenção e da vacinação contra o vírus da dengue.
Colaboraram Lucas Malheiros e Marcio Souza
LEIA MAIS DE SAÚDE E BEM-ESTAR
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
This website uses cookies.