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Clima ideal para o desenvolvimento do arroz

Depois das condições climáticas desfavoráveis na última safra, que causaram prejuízos para grande parte dos orizicultores, o comportamento do tempo desde o início da semana passada traz otimismo ao setor. Os primeiros 15 dias de janeiro não foram muito favoráveis, pois houve muita chuva e predomínio de céu nublado. Mas este novo período, com bastante sol e boa luminosidade, está ideal para as lavouras do grão. Conforme o chefe do 5º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nate) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Ricardo Tatsch, “o arroz precisa de dias ensolarados, com alta radiação solar, para expressar seu potencial produtivo”.

O clima está favorável em praticamente todo o Estado. Nos municípios de abrangência do  5º Nate – Rio Pardo, Encruzilhada do Sul (parte norte), Pantano Grande e Passo do Sobrado –, o arroz ganhou uma área de 13.460 hectares para a safra 2016/2017, pouco mais que no ciclo anterior, quando foram plantados 13.123 hectares. O pequeno aumento se refere a espaços que não foram semeados na safra anterior devido às adversidades climáticas. Da extensão plantada para esta temporada, 50% se encontra em fase reprodutiva e outros 50% em etapa final de desenvolvimento vegetativo. A colheita no 5º núcleo deve ser realizada em março e abril.

Tatsch afirma que a expectativa é de uma safra normal, com média de 7 mil a 7,4 mil quilos por hectare. A concretização dessa esperança, segundo ele, vai depender muito do comportamento do clima no próximo mês, quando a maior parte das lavouras estará na fase reprodutiva, que é mais sensível a fatores como frio, excesso de calor e baixa luminosidade.

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Na região do  27º Nate, formada pelos municípios de Candelária, Novo Cabrais, Cerro Branco, Vale do Sol, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Cruzeiro do Sul, a área plantada com o grão ficou em 17.716 hectares. Atualmente, em média, 39% da área está em estágio vegetativo e 61% em fase reprodutiva.

A estimativa no 27º Nate é atingir uma produção média de 7,3 mil quilos por hectare. Conforme o técnico superior orizícola José Fernando de Andrade, as lavouras mais adiantadas de sua região de abrangência devem entrar na fase de colheita em cerca de 40 dias. No total, a área plantada com arroz no Estado é de 1.099.098 hectares. A projeção inicial era de 1.091.401 hectares. A abertura oficial da colheita no Rio Grande do Sul, em sua 27ª edição, ocorrerá de 16 a 18 de fevereiro, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha.

Preço estável

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De acordo com Ricardo Tatsch, o preço pago pela saca de 50 quilos do grão vem se mantendo estável, com poucas oscilações nos últimos sete meses. O pico de valor foi no início de agosto de 2016, quando a saca chegou a R$ 49,50, conforme a Coparroz. Agora, está em R$ 47,50 em Rio Pardo. 

O técnico explica que esse preço firme deve-se ao baixo estoque de passagem. “Na medida em que a colheita se aproxima, ocasionando o aumento da oferta, é normal que os preços venham a cair. Porém, não nas mesmas proporções que há cinco anos, devido, principalmente, à rotação de cultura que o produtor vem fazendo com soja em áreas de várzea.” Tatsch afirma que, com os bons preços da commodity e boa liquidez, o orizicultor vem negociando primeiro a soja e segurando o arroz, reduzindo a oferta do cereal.

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