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Comercialização do tabaco será tema de audiência pública

Foi aprovada durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 2, o requerimento para realização de uma audiência pública que debaterá a situação da comercialização e preço do tabaco. A aprovação da proposta foi por unanimidade – 10 votos favoráveis e nenhum contrário. De acordo com o deputado Adolfo Brito (PP), que preside a comissão, a questão do tabaco é um dos temas de extrema importância e que devem ser discutidos por contribuir com o desenvolvimento do estado.

Dois requerimentos para a criação de uma audiência que discutisse a questão do tabaco foram apresentados na comissão, sendo um pelo deputado santa-cruzense Marcelo Moraes (PTB), e subscrita por Brito, Elton Weber (PSB) e Pedro Pereira (PSDB). O outro documento foi protocolado por Zé Nunes (PT). A data da reunião ainda será definida pelos componentes da comissão.

Outras duas audiências públicas foram aprovadas pela comissão. Uma discutirá o ensino, pesquisa e a difusão de tecnologias na área agropecuária, agendada para o dia 30 de abril. Já o debate sobre extensão rural, promovido pela Emater/Ascar-RS, e a discussão das tratavias para recuperação da certificação da filantropia da entidade terá reunião preparatória na próxima segunda-feira, 6, às 12 horas.

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Incertezas

O preço e a comercialização efetiva fazem o tabaco viver um momento de incertezas na safra 2014/2015, sobretudo no Rio Grande do Sul. Em Brasília, o deputado federal Sérgio Moraes (PTB) está se encarregando de organizar uma audiência pública para discutir o tema, que ainda não tem data definida. “Quando o dólar está baixo, a negociação é ruim porque o dólar está baixo. Agora que está alto, a negociação é ruim porque o dólar está alto. O colono não aguenta mais isso, não tem direito a receber um valor justo”, comentou o parlamentar em entrevista à Rádio Gazeta no dia 24 de fevereiro.

As reclamações no setor cresceram neste ano, pois os produtores dos três estados do Sul estão apreensivos com o rigor na classificação e a baixa remuneração pelo produto. A comercialização iniciou há mais de um mês, mas algumas indústrias sequere reajustaram os valores de tabela. Outras firmaram acordo com entidades representativas dos fumicultores, assegurando um reajuste de 6,4%, equivalente à inflação acumulada de 2014.

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