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Conversas no WhatsApp viram caso de polícia

A vida de uma família santa-cruzense se tornou um pesadelo nos últimos dias, desde que começou a circular, em grupos de um aplicativo da internet, um boato de que pai e filho estariam invadindo e “fazendo a limpa” em residências de Linha Santa Cruz. Porém, os dois afirmam que foram confundidos com os verdadeiros ladrões por terem um automóvel idêntico ao utilizado nos furtos. A família procurou a polícia e registrou uma queixa por calúnia.

Segundo a dona de casa Adriana Beckenkamp, 45 anos, o boato envolve seu marido, o caminhoneiro Júlio Beckenkamp, 46, e o filho Gabriel, 18, funcionário de uma empresa local, ambos sem nenhum antecedente. Ela entregou à polícia cópias impressas de diálogos que circulam desde a manhã de segunda-feira em dois grupos do WhatsApp. Nas mensagens há informações pessoais e inclusive fotos das carteiras de habilitação dos dois. Em um dos grupos, o recado que deu início à conversa foi: “Estou repassando o que recebi de outro grupo. Esses são pai e filho, parece que estão cometendo furtos em residências na Linha Santa Cruz. Limpando geral!!”.

Por outro lado, no mesmo grupo havia mensagens de pessoas defendendo Júlio e Gabriel: “Não colocando a mão no fogo, mas conheço os dois. E digo com 99% de certeza que é fria (essa informação)”, dizia uma. “Acho que o Júlio não faria isso. Faz muito tempo que não sei da vida dele, mas eram de boa família.”

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Adriana ficou sabendo que as fotos do marido e do filho estavam circulando graças ao aviso de uma amiga de Gabriel. “Ela nos ligou porque ficou apavorada, justamente porque sabia que eles não fariam isso.” A partir do que já andou investigando, Adriana acredita que a confusão aconteceu porque, segundo moradores de Linha Santa Cruz, os verdadeiros ladrões estariam agindo a bordo de um Uno vermelho, semelhante ao da família Beckenkamp. Porém, conforme vizinhos que viram um dos furtos, o carro dos bandidos seria de quatro portas, enquanto o da família tem duas. Também não se descarta que o veículo dos criminosos teria placas clonadas, com as mesmas letras e números do carro da família.

O que mais intriga os Beckenkamp é como as pessoas tiveram acesso aos documentos de pai e filho, inclusive às fotos das carteiras. Logo que ficou sabendo do fato, Adriana foi registrar um boletim de ocorrência. “Imprimi todas as conversas e levei como prova.” 

A família busca limpar o nome dos dois, já que o boato pode começar a afetar suas vidas. “Não consigo mais comer e nem dormir direito”, disse Adriana. Segundo ela, o filho teve que se explicar ao chefe sobre o ocorrido. “Imagina se ele é demitido por causa de um boato?”, questiona. O caso é investigado pela Delegacia de Pronto Atendimento.

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