Dois anos após assinar o novo contrato de 40 anos com a Prefeitura de Santa Cruz do Sul, e em meio a um cenário de inflação alta pesando no orçamento das famílias, a Corsan solicitou que o reajuste tarifário aplicado este ano no município seja superior ao anunciado para o restante do Estado. Na semana passada, a estatal confirmou que a tarifa para todas as cidades atendidas subirá 11,45% a partir de 1º de julho. Para Santa Cruz, porém, o aumento previsto é de 16,12%.
De acordo com o contador da Corsan, Sávio Scherer, que falou sobre o assunto em uma reunião especial na Câmara de Vereadores, a necessidade de um percentual maior para Santa Cruz decorre de um desequilíbrio gerado nos últimos dois anos pelo fato de o município estar sem convênio com a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), entidade que homologa os reajustes da companhia.
Segundo Scherer, como estava fora do banco de dados da Agergs, Santa Cruz não foi contabilizada no cálculo tarifário. Isso teria levado a uma perda de receita na ordem de R$ 6,6 milhões para a empresa entre 2014 e 2015, e que poderia chegar a mais de R$ 12 milhões em 2016. “Santa Cruz não foi considerada pela Agergs na estrutura de custos da Corsan. Se tivesse sido contabilizada, os índices homologados seriam diferentes”, disse. Ainda conforme Scherer, no caso de esse reajuste maior não for aprovado, a Corsan seguirá acumulando perdas, o que pode inclusive prejudicar os investimentos que estão previstos para o município.
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