O Cine Santa Cruz exibe a partir desta sexta-feira, 9, um dos filmes de maior destaque na temporada de prêmios da indústria cinematográfica. Trata-se de Hamnet – A vida antes de Hamlet, novo longa-metragem da aclamada diretora Chloé Zhao, vencedora de dois Oscars por Nomadland, com sessões exclusivas nesta sexta-feira e sábado, 10, às 21h45, com cópia legendada.
Adaptação do romance lançado em 2020 pela escritora Maggie O’Farrell (que assina o roteiro ao lado de Chloé), a obra narra a trajetória de Agnes (Jessie Buckley, de Entre Mulheres), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal, de Gladiador 2). A mãe superprotetora tem sua vida devastada após perder o único filho, Hamnet. Agora, precisa aprender a superar o luto. A melancólica história torna-se pano de fundo para a criação de Hamlet, peça mais famosa de Shakespeare.
Lançado no ano passado, sendo exibido com exclusividade no Festival do Rio 2025, o filme já acumula 204 indicações em prêmios e 50 vitórias. Entre as premiações mais recentes está o de Melhor Atriz para Jessie Buckley no Critics Choice Awards.
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Jessie disputava com outras cinco concorrentes, que brilharam em obras consideradas renomadas, incluindo Emma Stone, por seu papel em Bugonia, e Rose Byrne pela atuação em Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria, terror maternal. Conforme as revistas especializadas, a intérprete de Agnes em Hamnet é considerada uma das favoritas para a categoria no Oscar.
“Honestamente, foi um dos maiores privilégios da minha vida interpretar essa mulher fantástica, a Agnes”, afirmou Jessie para a BBC News. “Ela é a personificação de tudo o que eu entendo que uma mulher deve ser. Evidencia nossa capacidade como mulheres, mães, esposas e pessoas que possuem linguagem própria ao lado de grandes homens da literatura, como Shakespeare.”
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Já Chloé Zhao, que estava afastada da direção desde Eternos, de 2021, também tem se destacado. Ela compete por um troféu no DGA Awards, uma das poucas mulheres indicadas duas vezes ao prêmio de Melhor Direção. Também foi indicada ao Bafta 2026, o “Oscar Britânico”. Em entrevista ao The Guardian, Chloé afirmou que a principal lição aprendida durante a produção foi sobre o poder da liderança feminina, que extrai sua força da independência e não da dominação.
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Considerado “um dos filmes mais devastadores do ano” pela Vulture, Hamnet tornou-se um sucesso entre os críticos – alcançando 86% de aprovação no Rotten Tomatoes – e o público. Wendy Ide, do Observer, destacou que a força da obra deriva não apenas da fisicalidade das atuações – mencionando a inquietação e a busca de respostas de Mescal como Shakespeare e o rosto expressivo de Buckley – mas também dos diálogos.
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Já Alexandre Almeida, do Omelete, evidenciou que a diretora constrói uma narrativa “dolorosa e envolvente”. “Se Hamlet nasceu de lendas anglo-saxônicas, Hamnet mostra como a dor de uma família moldou reflexões sobre a fragilidade da existência.”
Uma coisa é certa: aproveite a oportunidade para se emocionar e viver uma excelente experiência no cinema. E não esqueça de levar os lenços.
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