Categories: Regional

Cras Beatriz Jungblut reabre as suas portas

Salas mais amplas, espaços revitalizados, novos equipamentos, oficinas e atividades inéditas. Na manhã de ontem, ao som da banda do Pelotão Mirim da Brigada Militar do Cras Bom Jesus, o Centro de Referência da Assistência Social Beatriz Frantz Jungblut, no Bairro Santa Vitória, foi reinaugurado com melhorias que vão proporcionar, a partir de agora, um atendimento mais qualificado às famílias da Zona Sul de Santa Cruz. Funcionando primeiramente dentro do conceito de escola aberta e depois como centro educativo e cultural, o local é hoje um grande centro de referência para as famílias em situação de vulnerabilidade social, oriundas dos bairros Santa Vitória, Faxinal Menino Deus e Dona Carlota. Nas instalações, bem ao lado da Emef Harmonia, oficinas de artesanato e corte e costura, ginástica e musculação, solda elétrica, informática, judô, skate, futebol e violão movimentam as manhãs e tardes de centenas de adultos e idosos e de crianças e adolescentes, no extraturno escolar.

Padrinho da instituição – batizada em homenagem a sua falecida esposa, a professora Beatriz Jungblut –, o presidente da Gazeta Grupo de Comunicações, André Luís Jung-blut, visitou as dependências do Cras, conversou com funcionários e usuários do centro, acompanhou apresentações artísticas e participou de um café da manhã. Jungblut enalteceu o trabalho desenvolvido na instituição. “Acompanho as ações aqui realizadas desde sua inauguração e estou muito surpreso, alegre e encantado com o que estou vendo hoje. Não é preciso dizer a importância que tem esse local ao oferecer para essas comunidades um ambiente sadio de convívio e aprendizagem. Está acima da minha expectativa”, disse.

Dentre as melhorias, destaque para a quadra de esportes, que ganhou novos equipamentos e pintura, e para duas salas reformadas e ampliadas. Uma delas vai ser destinada à oficina de artesanato e corte e costura, uma das primeiras atividades oferecidas para a comunidade, principalmente meninas e grupos de terceira idade.
Acompanharam a reinauguração, além de Jungblut, a vice-prefeita Helena Hermany, o vereador e ex-prefeito Edmar Hermany, responsável pela construção do prédio em 1995, o comandante regional da Brigada Militar no Vale do Rio Pardo, tenente-coronel Valmir José dos Reis, a coordenadora da Aesca, Maria da Graça Prestes, e a coordenadora do Cras, Márcia Weber.

Publicidade

Estrutura ampliada

O lugar também foi totalmente equipado com novas máquinas de costura industrial. Outro espaço revitalizado foi a sala de solda elétrica, a oficina mais antiga. Equipada com aparelho de solda, policorte, furadeira de bancada, furadeira manual e outras ferramentas, ela funciona como uma escola para futuros profissionais.
Além da oferta de oficinas diversas, biblioteca e outras atividades, famílias em situação de maior vulnerabilidade são acompanhadas por uma equipe de psicólogos, assistentes sociais e educadores. Eles recebem visitas domiciliares e participam de atividades no local. Os filhos dessas famílias também integram o serviço de convivência e, no turno oposto ao da escola formal, participam de oficinas e recreação.

Uma vez por semana, a comunidade conta ainda com o atendimento do Programa Bolsa Família, para atualização e inscrição no CadÚnico. Hoje cerca de 5 mil famílias estão referenciadas no Cras Beatriz Jungblut. Para a vice-prefeita e secretária municipal de Inclusão, Desenvolvimento Social e Habitação, Helena Hermany, o Cras é uma referência para a comunidade. “As mães ficam satisfeitas sabendo que vão trabalhar e que seus filhos não estão na rua, à mercê da violência, do aliciamento para o crime e de outros descaminhos que muitas vezes não têm volta. Aqui as crianças estão em um local seguro e são bem cuidadas.”

Publicidade

Pelotão Mirim: um sonho que vira realidade

A partir de hoje, um grupo de 30 meninos e meninas na faixa dos 7 aos 12 anos, selecionados para compor mais uma turma do Projeto Pelotão Mirim da Brigada Militar, estará em atividade no Cras Beatriz Jungblut, no turno inverso ao da escola. Uma sala de aula foi especialmente preparada para receber o projeto, que vai funcionar duas vezes por semana no local.

Conforme o tenente-coronel e comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) do Vale do Rio Pardo, Valmir José dos Reis, o projeto significa uma nova etapa para a construção do futuro das crianças. “É uma alegria muito grande poder contar com a estrutura do Cras para desempenhar as atividades do Pelotão Mirim. Essa participação proporciona um crescimento imensurável para a comunidade. É um crescimento social pensado a médio, curto e longo prazos”, comentou.

Publicidade

O Pelotão Mirim atua nos bairros que possuem Núcleo de Polícia Comunitária. Um já funciona no Cras Bom Jesus, com cerca de cem integrantes. Além desse que se inicia agora no Centro Beatriz, outro está em formatação para começar as atividades no Bairro Progresso. A partir de um planejamento pedagógico, as crianças são instruídas por integrantes da BM em atividades como marcha, canções da corporação, valores institucionais e, posteriormente, atividades desenvolvidas pelos instrutores do Cras. Para participar, é preciso estar frequentando a escola e ter um bom rendimento, entre outros critérios. Para a coordenadora do Cras Beatriz Jungblut, professora Márcia Weber, que está à frente da instituição desde 2001, a criação de mais um pelotão mirim era um antigo desejo que agora se torna realidade. “Tínhamos uma vontade muito grande de ter esse projeto aqui no Cras e hoje realizamos este sonho”, disse.

Publicidade

TI

Share
Published by
TI

This website uses cookies.