A produção do tabaco é de grande importância econômica para o todo o Rio Grande do Sul. Mesmo com as incertezas sobre o futuro da cultura do fumo devido às restrições envolvendo principalmente o Ministério da Saúde, o produto ainda é fundamental para o sustento de muitas famílias, inclusive na região Centro Serra. Entre elas, está a de Neri Fantoni, 54 anos, morador da localidade de Linha Brasileira, em Sobradinho.
Neri Fantoni é daqueles que se criou no meio do tabaco, quase uma herança de família. “Era dos tempos do fumo em corda, que ainda existe, mas cada vez em menor escala”, lembra. Foi nas lavouras de fumo que ele iniciou suas atividades como agricultor. Mas, por um breve período, chegou a sair do Rio Grande do Sul. Trabalhou em Mato Grosso na plantação de soja e chegou a passar uns dias em Rondônia. Optou por voltar a terra natal e não se arrependeu.
Nos anos 80, ainda não haviam estufas elétricas, nem tratores. “Na época, era só na enxada. Depois, tudo ficou mais fácil. Começamos a investir, financiamos um trator. E hoje tenho quatro estufas elétricas”, comenta Neri. Ele recorda também que, naquele tempo, a plantação de fumo era de apenas 30 mil pés. Três décadas depois, esse número aumentou quase seis vezes mais. “Hoje, planto 175 mil pés na minha propriedade”, salienta. A produção varia, em média, de 12 a 13 arrobas por mil pés de fumo.
Publicidade
Neri reside com a esposa Vera e dois de seus filhos William, que ajuda em sua propriedade, e Natan. O outro filho, Cristiano, tem sua própria lavoura de tabaco, ao lado da do pai. “Juntos, nós plantamos 280 mil pés de fumo. Ele tem 26 hectares de terra e eu, 11. As vezes, nos ajudamos”, explica o produtor, de 24 anos. E ambos já estão na expectativa da colheita, que deve começar em dezembro. “Esse ano a plantação começou um pouco tarde. Mas o clima deve ser pouco chuvoso. Acredito que vai ser uma boa safra”, confia Neri.
Publicidade
This website uses cookies.