Educação

Defesa da diretora da Escola Ernesto Alves contesta sindicância

O advogado Luiz Fernando Iser, responsável pela defesa da diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Alves de Oliveira, Janaína Andréa Halmenschlager Venzon, manifestou-se na tarde dessa quinta-feira, 16, sobre a sindicância e o afastamento da cliente. Por meio de nota enviada à coluna, ele disse que apresentará “a verdade dos fatos”.

No documento, Iser destaca que Janaína acumula quase três décadas de dedicação exclusiva à rede pública, com uma carreira construída “com integridade, competência e um profundo amor pelo ensino”. O defensor lembra que a atuação da diretora foi legitimada pela própria comunidade escolar, que a elegeu com 94,83% dos votos.

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Segundo a nota, a gestora “nunca se calou diante das dificuldades” e solicitou formalmente, por diversas vezes, que a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) tomasse providências urgentes para resolver problemas como a falta de professores, a demora em substituições e a ausência de supervisores e orientadores. Iser sustenta que a diretora esgotou todos os recursos administrativos antes de recorrer à esfera pública.

“Diante da inércia e da falta de soluções, a diretora viu-se em um dilema: silenciar e assistir à precarização da escola ou dar voz à comunidade e lutar publicamente pelo direito dos estudantes. Ela escolheu o caminho da coragem”, aponta a nota. O texto reforça que expor as deficiências estruturais da instituição não foi um ato de insubordinação, mas de desespero de uma gestora comprometida.

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A defesa classifica como incoerente o fato de uma sindicância com medidas tão severas ter sido instaurada logo após as cobranças por melhorias. “A defesa vê com grande preocupação o que parece ser uma ação de caráter punitivo e de perseguição político-administrativa, uma tentativa de silenciar uma voz que clama por melhorias.”

Por fim, o advogado argumenta que os fatos apontados no processo estão descontextualizados e que provará a conduta ética e transparente de Janaína Venzon. A nota lamenta o questionamento à dedicação da diretora e expressa confiança de que a sindicância será julgada improcedente, permitindo o seu retorno ao cargo.

Confira a nota de esclarecimento na íntegra:

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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