Você sabia que o médico geriatra é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos? Essa especialidade, que foca o cuidado da saúde no envelhecimento, não só ajuda na prevenção de doenças, mas também faz um acompanhamento detalhado que pode transformar a rotina da pessoa idosa. Consultas regulares com um especialista em geriatria são essenciais para manter a saúde em dia e garantir um envelhecimento saudável.
Mariana Tocchetto Pritsch, médica geriatra, destaca que essa é uma especialidade que atua na promoção da saúde, prevenção de doenças, reabilitação funcional e cuidados paliativos. “A consulta de um idoso costuma ser mais longa e abrangente, avaliando não só o corpo, mas também cognição, humor, mobilidade e contexto social”, explica.
LEIA TAMBÉM: Pesquisa revela avanço do envelhecimento e desafios para idosos em Venâncio
Publicidade
Apesar da recomendação mais comum, que indica começar a fazer acompanhamento com um geriatra a partir dos 60 anos, Mariana diz que muitos pacientes buscam o especialista a partir dos 40 anos, pois desejam adotar medidas preventivas e receber orientações de hábitos saudáveis. Ele também pode atender pessoas mais jovens que apresentam condições de saúde relacionadas ao envelhecimento precoce.
A doutora Mariana alerta que é importante procurar um geriatra ao notar sinais como dificuldade em fazer tarefas do dia a dia, quedas frequentes ou perda de equilíbrio, perda de memória ou confusão mental, doenças crônicas múltiplas, fragilidade e perda de autonomia. Problemas com o sono, mudanças de humor e dificuldade para organizar os medicamentos também são motivos para buscar ajuda.
LEIA TAMBÉM: Pantano Grande debate acessibilidade e inclusão social
Publicidade
Essa é uma das perguntas mais importantes (e mais difíceis) relacionadas ao envelhecimento. A resposta não é simples, pois não depende somente da idade, mas envolve também observar a autonomia, a independência física, a rede de apoio, o contexto da família e a saúde do idoso como um todo. Muitas vezes, o alerta começa de forma sutil. Um filho(a) comenta: “Minha mãe sempre foi muito organizada, mas outro dia esqueceu a panela no fogo. Depois perdeu as chaves de casa e, recentemente, esqueceu uma data da família que nunca esquecia.”
Pequenas mudanças como essas merecem atenção, especialmente quando passam a se repetir ou vêm acompanhadas de desorientação, alterações de comportamento, quedas ou perda de força física. As quedas, em especial, nunca devem ser encaradas como “normais da idade” e são um grande alerta para a busca de avaliação médica. Também é importante considerar fatores emocionais, financeiros e sociais: há tristeza, irritação, isolamento? Com quem mora? Existe cuidador disponível? A família consegue oferecer suporte?
Cada caso exige uma orientação individualizada e muitas decisões precisam ser tomadas ao longo do caminho, inclusive sobre cuidadores ou instituições geriátricas. A participação do idoso nessas decisões deve ser preservada até onde for possível, e nem todos rejeitam ajuda. Muitos apresentam melhora física e emocional após ingressarem em uma casa geriátrica adequada, com acompanhamento profissional, oportunidades de interação social e atividades em grupo.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Cerca de 18 milhões de famílias receberam auxílio do governo federal em 2025
Uma avaliação geriátrica mais aprofundada é o ponto de partida para definir o grau de cuidado necessário e ajudar a família a se adaptar a isso. O papel do geriatra é justamente auxiliar nesse planejamento, orientando a família, organizando os cuidados e acompanhando a saúde física, cognitiva e emocional do idoso, de forma integral.
Importante lembrar: o ideal é que o acompanhamento geriátrico aconteça de forma preventiva, antes do surgimento de sintomas importantes. Entre os 40 e 50 anos, as mudanças hormonais e metabólicas ligadas ao envelhecimento se tornam mais evidentes, e recomenda-se que o acompanhamento clínico com geriatra seja iniciado nesta época. Começar o autocuidado mais cedo leva a uma maturidade ativa, saudável e mais feliz.
Publicidade
Para saber mais: autonomia significa a capacidade do idoso de tomar decisões, fazer escolhas e participar da própria vida. Independência é a capacidade física de realizar tarefas do dia a dia, como deslocar-se, tomar banho, preparar refeições e organizar a rotina. Muitas vezes, uma pessoa pode manter a autonomia mesmo apresentando alguma limitação física, e isso deve ser levado em consideração.
Dr. Emerson Fuerstenau – Geriatria clínica e preventiva e medicina de família
VEJAS AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PORTAL GAZ
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
This website uses cookies.