Pelo terceiro ano consecutivo uma tarde de atividades lúdicas marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em Santa Cruz do Sul. Na sede campestre da Associação Atlética Banco do Brasil, crianças atendidas nos centros de convivência, mantidos pela Secretaria de Inclusão, Desenvolvimento Social e Habitação (SMIDSH), no Projeto Craques da Bola: Cidadãos do Amanhã, desenvolvido pela Secretaria de Segurança, Cidadania, Relações Comunitárias e Esporte (SMSCRCE), e no projeto AABB Comunidade, parceria com a Secretaria de Educação e Cultura (SMEC), participaram da programação.
Entidade parceira na realização do evento, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), vinculado à SMIDSH, desde o mês de abril vem desenvolvendo uma série de atividades alusivas à data. Com o slogan Esquecer é permitir, lembrar é combater, a campanha tem o propósito de sensibilizar e mobilizar a comunidade para o enfrentamento desse grave problema social. Palestras de orientação têm reunido pais, monitores, adolescentes, agentes de saúde e professores para falar abertamente sobre o tema.
Para a coordenadora do Creas, Ana Dalla Favera Grotto, aos adultos, além da responsabilidade legal de proteger e defender crianças e adolesentes, cabe também o papel pedagógico da orientação. “É nesse sentido que queremos convocar a família, a escola, a sociedade civil, os governos, as instituições de atendimento, as igrejas, as universidade e a mídia para que assumam o compromisso no enfrentamento da violência sexual, responsabilizando-se para com o desenvolvimento da sexualidade de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida”, disse.
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Segundo a coordenadora, hoje estão em atendimento no local, de 40 a 50 crianças e adolescentes, vítimas desse tipo de crime. Elas são encaminhados pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público. O grupo é formado por pessoas desfavorecidas economicamente, uma vez que as de maior poder aquisitivo acabam procurando serviços particulares.
Para a vice-prefeita Helena Hermany para que esse contingente não seja ainda maior, o melhor investimento é a prevenção. Ela destaca os projetos sociais mantidos pela prefeitura como fundamentais para afastar crianças e adolescentes dos riscos do abuso, da violência e de outros males. “Uma criança que fica em casa sozinha ou perambulando pela rua está exposta a todo tipo de situação de risco, ela fica totalmente vulnerável. E depois que a pessoa entra em uma rota equivocada, é muito difícil recuperar, por isso eu entendo que a prevenção é o caminho mais barato e mais eficaz de ação”, disse.
Prevenção
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Atualmente a prefeitura mantém 11 centros comunitários espalhados pelos bairros da zona sul da cidade. Cerca de 800 crianças, com idade entre 6 a 12 anos, participam de atividades esportivas, recreativas e culturais, além de reforço escolar. Outros dois projetos atendem cerca de 200 adolescentes, a partir dos 12 anos. “Nosso foco são as famílias em situação de maior vulnerabilidade social, ou seja, aquelas que mais precisam. As mães saem para trabalhar tranquilas porque sabem que seus filhos estão bem assistidos”, explicou.
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