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Dólar fecha acima de R$ 3 com dados de auxílio-desemprego nos EUA

O dólar fechou acima de R$ 3 nesta quinta-feira, 30, após os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA alcançarem o menor patamar desde 2000. Também contribuiu para a alta da moeda americana o resultado ruim do setor público brasileiro no primeiro trimestre, com a menor economia para reduzir a dívida pública desde 2009. Das 24 principais moedas emergentes, apenas sete se valorizaram em relação ao dólar. O real liderou as desvalorizações. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 2,28%, para R$ 3,008. No mês, a moeda acumulou desvalorização de 6,09%, mas no ano o dólar ainda sobe 13,6%.

O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, avançou 1,82%, para R$ 3,013. Em abril, o dólar fechou com queda de 5,6%, enquanto em 2015 o dólar comercial tem valorização de 13,2%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou com alta de 1,63%, para 56.229 pontos. Destaque para as ações da Vale, que conseguiram fechar em alta, mesmo com nova desvalorização nos preços do minério de ferro e após a mineradora registrar o terceiro trimestre seguido de perdas.

Nos EUA, os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram em 34 mil, para 262 mil, segundo números ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 25 de abril. Foi a menor leitura desde abril de 2000, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta. O dado indica que a desaceleração registrada em março no crescimento do emprego nos EUA foi pontual, na avaliação de analistas. O número de pedidos da semana anterior foi revisado para mostrar mil pedidos a mais do que o informado anteriormente. Foi o oitavo mês consecutivo em que os pedidos de auxílio-desemprego ficaram abaixo da marca de 300 mil, o que normalmente é associado a um fortalecimento do mercado de trabalho americano.
 

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