Professora e escritora Dulci Alma Hohgraefe, que integra a Academia de Letras, lança duas obras em simultâneo
Uma longa vivência na educação e nas áreas da psicologia e da espiritualidade inspiraram na professora aposentada Dulci Alma Hohgraefe uma série de obras nas quais compartilha conhecimentos e orientações para uma vida mais saudável, em termos físicos e psíquicos, e feliz. Agora, ela amplia essa produção com o lançamento de dois títulos em simultâneo.
São, como ressalta, a 23ª e a 24ª obras de sua autoria, um conjunto que a levou, por exemplo, à Academia de Letras de Santa Cruz do Sul, que integra como membro efetivo. Ainda que não tenha sessões de autógrafo programadas, exemplares podem ser adquiridos em Santa Cruz do Sul, em especial na Livraria e Cafeteria Iluminura.
Uma das novidades é 100 reflexões para a alma, que compreende uma seleta de seus textos. Boa parcela deles os leitores da Gazeta do Sul tiveram a oportunidade de ler, uma vez que Dulci é colaboradora de longa data do jornal, como articulista na seção “Interativo”, na página 2. Agora reunidos em livro, proporcionam um olhar amplo sobre temáticas do cotidiano, principalmente no terreno da educação, da aprendizagem, das relações familiares e sociais e da importância dos valores apoiados na ética, na moral, no respeito e na justiça.
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Em 222 páginas, ela lança mão de suas experiências como educadora e também como gestora, pois marcou presença em diversos níveis de ensino, do básico ao universitário. A obra chega sob o selo da editora Vírtua, de Caxias do Sul, na qual está concentrada toda a produção literária e intelectual de Dulci, e é comercializada por R$ 59,90.
“Alma” é um substantivo de forte e profundo significado para Dulci Hohgraefe. A começar pelo fato de que ela carrega o termo como seu segundo nome próprio. E é também um legado familiar, pois era como se chamava sua mãe. Remete também a um ambiente no qual se encontra, como sua casa: o Recanto da Alma, em São Miguel, no interior de Restinga Sêca, município no qual ela nasceu, em 27 de julho de 1953. Aos 72 anos, essa leonina gosta de retornar com frequência a seu mundo de origem, às margens da RSC-287, depois do trevo de acesso à cidade de Restinga Sêca.
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Muitos dos livros de Dulci trazem na capa fotos que ela própria produziu nas paisagens de sua propriedade, dedicada ao cultivo de soja e arroz, entre outros produtos. Mas que é, muito especialmente, seu refúgio afetivo, onde se reabastece de paz e serenidade, inspiradoras para suas reflexões. De São Miguel, Dulci saiu ainda muito jovem para cursar o ginásio e o Técnico em Contabilidade no Colégio Mauá. Nunca mais perdeu os vínculos com Santa Cruz. Ampliou a sua formação com o Curso de Letras na Unisc, e depois com especialização em Supervisão Escolar e o mestrado em Educação na PUCRS.
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Na atuação profissional, teve vínculo com escolas públicas e privadas, e cumpriu funções relevantes na Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e na Secretaria Estadual de Educação. Junto à Unisc, teve participação decisiva na implantação do campus da institução em Capão da Canoa e do Centro de Educação Profissional (Cepro). Após a sua aposentadoria da atividade docente e diretiva, ainda realizou trabalho voluntário no Educandário Thales Theisen, no Bairro Faxinal.
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Foi a partir do momento em que reduziu a agenda de compromissos profissionais e de gestão que passou a se dedicar à escrita. E nela encontrou maneira de compartilhar seus inúmeros conhecimentos nas áreas de educação, psicologia e espiritualidade. Interessada acerca de diferentes correntes de pensamento e vertentes de fé, chegou a realizar viagem para o Sul da Índia, para o estado de Kerala, onde experienciou retiro de meditação e reflexão. Sua produção avançou muito rapidamente, estimulando leitores de todas as idades a buscarem no íntimo o equilíbrio, a força e a energia para contribuírem positivamente no mundo em que vivem. É a Dulci auxiliando pessoas a iluminarem os refolhos de sua… alma.
Como um astrônomo mira o espaço sideral, em busca de explicações que possam levar a uma expansão da consciência, a escritora Dulci Alma Hohgraefe prospecta e ausculta o íntimo, à procura de elementos que ofereçam mais paz interior e favoreçam a harmonia com o todo. O que ela percebe, traduz em texto. Em mais de duas dezenas de obras, propõe a leitores que valorizem o equilíbrio, uma vida mais saudável e o respeito a todas as formas de vida e a todos os recursos naturais.
Em um dos dois livros que lança em simultâneo, formula um convite a reparar com menos angústia nos mistérios do existir. Enigmas da alma já propõe, a partir do título, essa investigação, que ela desenvolve em seis ensaios de média extensão, maiores, de todo modo, que os artigos de 100 reflexões para a alma, a outra novidade.
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Como ela explica em entrevista à Gazeta do Sul, o caminho de compreensão da humanidade, por mais que se ofereça resistências, é para a frente. Involuir não é uma opção. “O universo é sistêmico e dinâmico. Estamos em constante transformação. Podemos até estacionar por algum tempo em algum nível, mas jamais regredimos, pois carregamos conosco todas as conquistas da alma, mesmo que não lembremos”, salienta.
Em sua avaliação, cada um fará o seu percurso. “A questão de como e quanto avançar depende da nossa vontade e de nosso propósito, visto que temos o livre-arbítrio, que nos dá a liberdade da escolha, mas também a responsabilidade sobre suas consequências”, frisa. “Em algum ponto sempre haverá evolução, na proporção e/ou ritmo em que fizermos o movimento. Pelo meu entendimento estamos diante de um grande salto quântico, podendo ascender ou não a patamares superiores, mas com uma oportunidade ímpar de evoluir.”
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Em sua obra, Dulci não propõe estratégias. Convida, isso sim, a abdicar de negativismos e a eleger a positividade. E, como sugere, é na quietude, na reflexão, que o ser humano poderá encontrar-se consigo mesmo, pontos que também pretende desenvolver em um próximo livro, cujo título antecipa: Serenidade ativa, equilíbrio e harmonia interna, apesar do caos exterior.
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Tens razão sobre a recorrência do tema nas minhas obras, pois reportam-se à espiritualidade, buscando o autoconhecimento, essencial para qualquer investimento pessoal. Quanto a descobertas ou inferências, apesar de todos os avanços tecnológicos e científicos, ainda estamos engatinhando na compreensão da nossa essência, e caberia aqui a máxima de Sócrates: “Só sei que nada sei!”, mas à medida da ampliação da consciência, estamos nos habilitando para melhor entender toda a dinâmica das leis naturais nela inscritas. É um processo individual, mas que se reflete na coletividade, e quando um certo percentual atinge novos patamares, a humanidade está apta para ascender na escala evolutiva.
O corpo reflete o que vai na alma, então todo processo estabelecido tem origem no interior do ser. Toda mudança apresenta resistência, pois desacomoda e tira da zona de conforto, estabelecendo um certo caos, etapa que a antecede. Poderíamos dizer que estamos nesse caos, e os observadores atentos já conseguem detectar novos conceitos e paradigmas em todas as áreas e sistemas, que vão se estabelecendo de forma gradativa e quase imperceptível, mas trazendo avanços significativos para a humanidade.
O ponto essencial é aquietar-se para ouvir os anseios íntimos da alma, aquilo a que viemos e dará sentido ao nosso viver. Esse garimpo é pré-requisito para encontrar equilíbrio e harmonia interior que se refletirá no exterior. (Serenidade Ativa, equilíbrio e harmonia interna, apesar do caos exterior! Spoiler da próxima obra.)
A questão dos conflitos graves a que assistimos diariamente prende-se, a meu ver na questão do poder e da posse, ambos campos férteis para manifestar sentimentos ainda psicologicamente infantis. Vivemos em sociedade para nos auxiliarmos mutuamente, com o grande objetivo comum de aprender a amar. O amor não se estabelece milagrosamente, mas vai se construindo a partir de pequenos gestos de paciência, tolerância e gentileza, que aos poucos vamos incorporando nos hábitos e abrem espaço para sentimentos mais nobres e solidários. Nossa maior contribuição para que esses padrões de violência sejam substituídos é pelo exemplo, fazendo nossa parte de forma coerente e amorosa.
Vejo que a educação, com algumas exceções, não conseguiu acompanhar o ritmo e velocidade das conquistas da humanidade. Ainda informamos mais do que formamos, não que o conhecimento não seja importante, mas por si só não traz avanços se não o colocarmos a serviço da sociedade, dando-lhe um sentido e utilidade para a vida. Uma educação que privilegie a autonomia e autodesenvolvimento pode contribuir sobremaneira para uma formação mais significativa e que traga realizações plenas para a alma.
Nosso sistema educacional nem sempre contempla um acompanhamento mais individualizado que possa auxiliar o aluno a potencializar suas habilidades e superar as fragilidades, acolhendo emoções e sentimentos. Os desafios são múltiplos, mas não podemos perder a esperança, pois a educação nos dá a possibilidade de construir um porvir com mais solidariedade, empatia, respeito e paz de espírito.
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