O trânsito do Vale do Rio Pardo já sepultou 30 histórias apenas em 2015. A maior parte das mortes registradas neste ano na região aconteceu em rodovias. Foram 22 casos em estradas, 19 deles em vias estaduais. Santa Cruz do Sul teve o maior número de mortes, com sete vítimas. Destas, quatro foram na área municipal, duas em estrada federal e uma em rodovia estadual. Em seguida, vieram os municípios de Candelária e Encruzilhada do Sul, com quatro mortes no trânsito em cada um deles. Nestes, todos os óbitos foram em estradas estaduais.
Em um destes acidente faleceu o esposo de Sonia Bressler, de 74 anos, moradora do Bairro Renascença. Aos 72 anos, Elio Bressler foi atropelado quando seguia para o trabalho na manhã de 9 de fevereiro. Na casa, erguida por Elio, todos os quadros em que ele aparece estão virados. A aposentada não consegue olhar para as fotografias sem que o choro se torne ainda mais intenso. O desespero expressa a dor de quem perdeu o companheiro de 51 anos de vida.
Elio liderava os afazeres domésticos há dois anos, desde que a esposa precisou fazer uma cirurgia em um dos joelhos e desde então tem dificuldade para caminhar. Atencioso, ele providenciava desde os remédios até as refeições e a limpeza da casa.
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O ACIDENTE
Pouco depois das 7 horas, no dia 9 de fevereiro, Elio Bressler seguia de bicicleta pela BR-471, quilômetro 121, quando foi atingido pelo caminhão de uma construtora. Ele morreu no local. No momento do acidente, o idoso seguia em direção ao trabalho, uma chácara situada no outro lado da rodovia.
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