A violência contra os idosos foi pauta do fórum promovido pelo Conselho Municipal do Idoso de Santa Cruz do Sul. O evento, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores, contou com a presença de cerca de 50 pessoas, entre elas representantes das secretarias municipais de Saúde e Desenvolvimento Social, Polícia Civil, Ministério Público e Defensoria Pública. “Na realidade, buscamos a presença desses órgãos para mostrar o que o Município vem executando nesse sentido”, explicou a presidente do conselho, Miriam Etges, que se mostrou satisfeita com o número de participantes.
Uma das questões que preocupa é o fato de que muitos casos de violência contra idosos, embora existam, acabam não sendo registrados. “O que chega muito por comentário ao Conselho são ocorrências em função das drogas. Às vezes o neto é usuário de entorpecentes e é ele quem comete a agressão, é ele quem rouba. E o idoso jamais irá denunciar o neto”, explicou. O Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) analisa no momento 17 denúncias de violência contra idosos, número considerado baixo por Miriam, que acredita que a incidência seja maior.
Uma das principais ferramentas utilizadas para realizar as denúncias é o Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, que recebe as acusações através do Disque 100. Outro mecanismo, menos conhecido e utilizado, é o Disque-Denúncia 181. A central telefônica funciona a nível estadual e também é uma forma de denunciar casos de violência à pessoa idosa.
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Miriam destacou ainda que é comum as pessoas terem medo de realizar as denúncias por medo, no entanto, é possível contar o que está acontecendo de forma anônima. “O que a gente quer é justamente encorajar as pessoas a realizar as denúncias, para que um idoso não vá a óbito por medo de contar o que está acontecendo. E não é só o idoso quem precisa saber usar essas ferramentas. O jovem, a família, o vizinho também precisam saber como denunciar”.
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