“É só participando para entender o sentimento.” Entre os milhares de participantes da Gincana Municipal de Vera Cruz, essa frase pode até parecer corriqueira, mas, sempre quando proferida, vem cheia de sentido. Com a Los Refugos, equipe campeã da competição no último sábado, a afirmação esteve ainda mais presente nas conversas. É porque 2016 se apresentou como o ano de superação do grupo. Ao mesmo tempo em que amadureceu, ele se renovou. E foi a junção dessas duas características que fez a Los Refugos conquistar o primeiro lugar, após 11 anos de “seca”.
Nos bastidores de toda essa experiência, que aconteceu de 27 a 29 de maio, sobram histórias para contar. Conforme o líder da equipe, Sandro Viana, o grande desafio deste ano foi integrar a juventude aos trabalhos. “Buscamos o reforço de muitas pessoas e isso foi fundamental para a nossa transformação”, explica.
Foi nesse embalo que famílias inteiras doaram tempo e muita – mas muita disposição – para realizar as 35 tarefas exigidas pela organização do evento. Na casa do jornalista Viana, a mulher, Ana Cristina, 41 anos, e os filho Lucas, 13, e Mariáh, 7, também trataram de ajudar nas atividades. “A gente costuma dizer que entra em um mundo ‘paralelo’ nesses três dias. Independente da equipe, todos vivem a gincana com muita intensidade”, diz Viana.
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“Copa do Mundo” para as famílias vera-cruzenses
Responsáveis pela elaboração das 35 tarefas da 28ª Gincana Municipal de Vera Cruz, Marcelo Carvalho e Paulo Celso Gerhard Júnior deram início ao trabalho quatro meses antes do evento. Para dar vazão à criatividade na hora de criar as – nada fáceis – atividades, buscaram referências em competições anteriores e a aprofundaram pesquisas em artigos históricos e pesquisas na internet. Tudo para fazer com que os enigmas e questões de raciocínio lógico se firmassem como grandes desafios aos competidores.
“Nos reuníamos, pelo menos, duas vezes por semana para alinhar as tarefas. Um trabalho árduo, mas que foi marcado pela integração e transparência”, comenta o também coordenador da gincana, Carvalho. Apesar do cancelamento do desfile – uma das principais atrações da disputa – em virtude do mau tempo, ele se diz satisfeito com a 28ª edição. “A gincana é como se fosse a Copa do Mundo dos vera-cruzenses. Por isso tanto envolvimento e dedicação.”
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