Regional

Especialista aponta necessidade de diversificação da matriz modal de transportes em Santa Cruz

Durante entrevista para a Rádio Gazeta FM 107,9, o coordenador do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ricardo Portella, falou sobre os desafios logísticos do Rio Grande do Sul. Em relação a Santa Cruz do Sul, o especialista abordou as perspectivas de novos modais, como o Porto Seco e o novo aeroporto municipal, e reforçou que é preciso diversificar a matriz modal de transportes.

Ao destacar que é preciso criar alternativas para acabar com a dependência do modal rodoviário, Portella lembrou que o Brasil é o segundo país com o maior número de aeroportos do mundo, atrás somente dos Estados Unidos. “Temos países de dimensões maiores, por exemplo a China, que têm uma dimensão maior do que o Brasil, mas têm metade dos aeroportos que o Brasil tem. Mas ainda é muito pouco explorado, principalmente para passageiros e para carga”, acrescenta.

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Segundo ele, a carga aérea é cara, portanto, é preciso que os produtos tenham valor agregado muito alto, sem impactos do custo logístico, para aproveitar esse modal. Por isso, defende que os aeroportos são fundamentais, reforçando que é preciso investir na aviação regional para garantir o deslocamento de pessoas.

Portella cita que, com o subsídio do valor da querosene – correspondente a cerca de 40% do custo do transporte aéreo – já é possível trazer avanços à aviação regional. O coordenador do Conselho de Infraestrutura da Fiergs também acrescenta que já há aeroportos regionais com bom funcionamento no Rio Grande do Sul, em cidades como Passo Fundo, Pelotas, Bagé e Uruguaiana. Em Santo Ângelo, o transporte aéreo deve voltar a funcionar em breve; já em Caxias do Sul, será construído um novo aeroporto para atender à região da Serra Gaúcha.

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Ferrovias

Ainda, o especialista da Fiergs pontuou que o Rio Grande do Sul poderia investir mais no transporte de cargas por ferrovias, o que representaria “um salto para a competitividade gaúcha”. “Para nós, é fundamental trabalharmos para que funcione e nos ligue principalmente ao Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para podermos trazer grãos de lá, de milho principalmente. Se não, nós estamos perdendo a indústria avícola e suína para lá, porque nós não temos milho suficiente para abastecer essa indústria”, constata.

Além disso, Portella destacou a necessidade de melhorias no transporte ferroviário ao Porto de Rio Grande, visto que os trens que hoje fazem essa ligação, passando por Cruz Alta, Santa Maria, São Vicente do Sul, Bagé e Pelotas, rodam a uma velocidade média de 12 quilômetros por hora. “É muito baixa a velocidade média. Nós temos que subir isso para 60, 70, até 80 quilômetros por hora, para podermos ter uma maneira competitiva”, frisa.

Em 2023, cerca de 80% das cargas do Rio Grande do Sul foram transportadas por rodovias. Em seguida, as ferrovias aparecem com modestos 6%, enquanto hidrovias e o binômio de dutovias e aerovias equivalem a apenas 3% cada.

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Guilherme Andriolo

Nascido em 2005 em Santa Cruz do Sul, ingressou como estagiário no Portal Gaz logo no primeiro semestre de faculdade e desde então auxilia na produção de conteúdos multimídia.

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