Já estamos em 2026 e teremos muito pela frente em todos os sentidos. O ano que está começando terá eleições. Pelos acontecimentos recentes, tudo indica que nos próximos meses as discussões serão acirradas e precisaremos estar com o filtro ativado para lidar com a enxurrada de versões que vão chegar por todos os meios, principalmente nos grupos de WhatsApp. É do jogo. E por falar em jogo, antes de outubro, em junho a Copa do Mundo promete parar o Brasil nos dias em que a Seleção entrar em campo. Veremos momentos de alegria, mas também é possível que venham algumas frustrações. Afinal, futebol é a tal “caixinha de surpresas” como disse o radialista Benjamin Wright, que ficou conhecido nas décadas de 1950 e 1960.
Mas o assunto aqui não é eleição nem futebol, até porque são dois temas que mexem com as emoções com força para acabar com amizades ou até mesmo gerar rompimentos entre aqueles parentes mais chegados. E, no início de mais um ano, o que se espera não é conflito ou tensões, embora muitos oráculos apontem que é isso que nos aguarda pelos próximos 12 meses. Antes de olhar para a frente, sempre vale dar uma conferida no retrovisor para avaliar o que aconteceu e tirar algum proveito do que foi bom ou deixar para trás memórias ou sentimentos que não valem a pena. É tempo de balanço, de planejamento, de reflexão e, embora pareça clichê, de recomeços.
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Desde criança gosto de acompanhar as retrospectivas com os fatos que marcaram o ano. Vejo as da TV, leio as dos jornais – especialmente a da Gazeta –, confiro o que tem nos sites e vou lembrando de algumas coisas ou me surpreendendo com aquelas que não vi ou simplesmente ignorei por estar envolvido com outras tarefas. Por muitos anos, nos jornais em que trabalhei, fiquei encarregado de fazer esse trabalho. Em uma ou duas semanas, passava, mesmo que rapidamente, por todas as edições do ano para elaborar o conteúdo que chegaria aos leitores no caderno de retrospectiva. Era uma tarefa daquelas que tiram o sono, porque precisava selecionar muito bem o que iria para as páginas da publicação especial de fim de ano. Enquanto avaliava com base em critérios editoriais o que seria apresentado aos leitores, de certa forma, ia fazendo a minha retrospectiva. Lembrava de tudo um pouco e ia descartando aquilo que não fazia mais sentido.
Esta, talvez, seja a lição para incorporar no começo de cada ano e na vida: reduzir a carga deixando de lado comportamentos, atitudes e, por que não, pessoas desnecessárias. Não é fácil, ainda mais quando somos ensinados a acumular o que não queremos ou precisamos. Só que, enquanto fazemos isso, juntamos coisas e sentimentos nem sempre bons. Quando nos livramos daquilo que não agrega ou deixou de fazer sentido, abrimos espaço para o novo, o inesperado e para as oportunidades. É um exercício a ser feito diariamente, que vai ajudar a deixar a vida mais leve para encarar o novo ciclo do calendário.
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Abordar esse assunto é fácil, seja em texto ou em postagens e vídeos nas redes sociais. Mas se propor a fazer algo prático é uma missão não tão simples como pintam. Porém, não é impossível. E, como teremos um ano inteirinho pela frente, que possamos ao menos arriscar a colocar planos em prática e, quem sabe, transformar projetos em realidade. O desafio é dar o primeiro passo para fazer 2026 especial.
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