Não bastassem nossas inquietações em persistentes dificuldades e transtornos, a exemplo de decadências estruturais que minimizam a garantia da segurança pública, da educação, da saúde (e extrapolam a espoliação tributária estatal), advêm graves sinais internacionais que perturbam as nações.
Ao tempo em que deveríamos estar dedicados na ampliação da compreensão e no enfrentamento dos desafios climáticos, para muito além das salas governamentais, quiçá alcançando os ambientes familiares e escolares, advêm atos que sugerem um crescente e enigmático ambiente bélico mundial.
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Não é possível minimizar os eventos Rússia x Ucrânia, EUA x Irã, Israel x Irã/Líbano, Afeganistão x Paquistão, entre outros conflitos menos “atraentes” para a mídia mundial. As circuntâncias se agravam na proporção e na quantidade de atores indiretos, alguns aliados históricos dos atuais belicistas, outros de perspectivas estratégicas e ambiciosas.
O indecifrável e fanfarrão Donald Trump insiste em arrastar os “amigos” europeus à sua aventura no Oriente Médio, especialmente a Inglaterra e a França. Aliás, a Otan já está enrolada em seus comprometimentos no conflito Rússia x Ucrânia. Concomitantemente, a moribunda ONU “evaporou”!
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Aliás, as históricas e formalizadas promessas de assistência mútua e solidariedade regional já não transparecem nos conflitos. Ao contrário, transbordam subterfúgios e desculpas entre aliados históricos, seja no Oriente Médio, na Europa ou na Eurásia.
Dois fatos decorrentes dos conflitos sugerem crescente preocupação. Um fato diz respeito ao fornecimento mundial de petróleo. O bloqueio do Estreito de Ormuz, ora a cargo do Irã, ora dos EUA, teve repercussão mundial, reduzindo o volume de entrega e agravando os custos financeiros dos povos e das nações.
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Outro fato, aparentemente não imediato, diz respeito a uma provável onda de retomadas nacionais em/de proteção nuclear. Indiretamente faz relembrar as ameaças e os efeitos colaterais da “guerra fria”, a exemplo da inesquecível “crise dos mísseis”, no então iminente conflito URSS x EUA, em 1962, em Cuba.
Desde 1998, o Brasil é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, que proíbe o desenvolvimento de armas nucleares. A Constituição brasileira estabelece que toda atividade nuclear seja exclusivamente para fins pacíficos e esteja sob fiscalização.
Porém, em outubro de 2025, o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que “autoriza o desenvolvimento de armas nucleares no Brasil”. Objetivo: intimidar, conter ou impedir possíveis ataques estrangeiros. Logo apelidada de “PEC da Bomba Nuclear”.
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