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Estudantes criam fábrica de trufas em Candelária

O turno inverso ao horário de aula para muitos alunos do ensino fundamental é sinônimo de aproveitar o tempo para brincar. Outros gostam de estudar. Há também quem prefira ajudar a família, principalmente no interior. Mas na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Paulo, em Candelária, estudantes aproveitam as manhãs para aprender cooperativismo e empreendedorismo na prática.

Desde o ano passado, a cozinha da escola, localizada às margens da VRS-858, em Linha do Rio, tornou-se uma espécie de laboratório de ensino. Ou, melhor dizendo, uma fábrica de trufas. Esse foi o produto escolhido pela Cooperativa Escolar, fundada no dia 28 de agosto de 2014, e que atualmente reúne 58 alunos associados da escola, que estudam do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

Quando fala sobre o projeto, a professora de Matemática Adriani Feistler Schünke se emociona. “É uma atividade encantadora”, diz. Há um ano, quando a cooperativa iniciou seus trabalhos, prevalecia a incerteza. A ideia de se criar a organização surgiu no início de abril do ano passado, quando ela, pais e alunos foram convidados a participar de um curso de formação oferecido pelo Sicredi, com ênfase no cooperativismo escolar.

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Embora tenha gostado da experiência, Adriani tinha dúvidas sobre a viabilidade de implantar o projeto na Escola São Paulo. Foi incentivada pelo Conselho de Pais e Mestres (CPM), que apoiou a iniciativa desde o início. O empurrão decisivo veio quando os alunos da escola foram até ela dizendo que estavam empolgados com a ideia de criar uma cooperativa na escola.

Com pouco mais de um ano de existência, a cooperativa já se tornou referência em Candelária. “É algo que acrescenta. E a gente aprende muito com isso. Eu sou professora e educadora, mas ao mesmo tempo estou sendo aprendiz”, define Adriani. Seguindo o exemplo positivo da Escola São Paulo, outras duas escolas do município decidiram fundar suas cooperativas.

Hoje a Cooperativa Escolar produz, em média, 60 trufas por semana, rendendo quase 250 por mês. Elas são comercializadas no bar da escola, ao preço de R$ 2,00. Em diversas ocasiões, no entanto, os alunos que integram a cooperativa já produziram trufas para outras ocasiões fora da escola. “Já fizemos encomendas para alguns eventos, incluindo um do Sicredi”, conta Adriani.

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