Polícia

Ex-prefeito de Lajeado será ouvido pela PF nos próximos dias

A investigação da Polícia Federal (PF) de Santa Cruz do Sul que apura possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social na Prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari, segue em andamento. Na manhã desta quinta-feira, 26, agentes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária ligados ao processo – um deles contra o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e o outro contra uma empresária. Os valores dos quais trata a investigação haviam sido destinados em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024.

Conforme o delegado Marconi Silva, responsável pelo processo, nos próximos dias serão feitas as oitivas dos investigados. Nesta fase, eles serão ouvidos pela Polícia Federal para esclarecimentos sobre os fatos que estão sendo apurados. Após isso, será feita a análise do material apreendido. Concluída essa etapa, o inquérito será remetido à Justiça e ao Ministério Público Federal (MPF).

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De acordo com Silva, não estão previstas novas fases. “O nosso objetivo é encerrar a investigação até para que a sociedade tenha a possibilidade de saber quais foram os fatos que estão sendo investigados e retirar o próprio sigilo da investigação”, esclareceu em entrevista à Rádio Gazeta.

Nesta quinta, os mandados foram cumpridos nos municípios gaúchos de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Foi decretado, ainda, o afastamento cautelar do cargo público ocupado por dois investigados, além da prisão temporária de outros dois. Também foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso. Foi determinado o bloqueio de valores de até R$ 5 milhões na conta dos investigados.

Além da prisão do ex-prefeito e da empresária, a ação, a partir de determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, também resultou no afastamento do cargo de dois servidores municipais, um de Encantado e outro de Lajeado. “A investigação apura que possivelmente eles favoreceram as empresas em favor de terem os contratos com o respectivo município de Lajeado”, explica o delegado. Ele também revela que não foi possível precisar se a empresa influenciou processos licitatórios em outros municípios.

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Delegado da PF, Marconi Silva | Foto: Expedito Engling

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Saiba mais

primeira fase da operação foi deflagrada no mês de novembro de 2025 e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações. As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

Os investigados poderão responder pelos crimes de desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação ou contrato, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, lavagem de dinheiro, dentre outros.

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Colaborou Jaime Fredrich

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Guilherme Andriolo

Nascido em 2005 em Santa Cruz do Sul, ingressou como estagiário no Portal Gaz logo no primeiro semestre de faculdade e desde então auxilia na produção de conteúdos multimídia.

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