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Excesso de chuva prejudica culturas no Centro-Serra

O supervisou regional da Emater/RS-Ascar Luis Fernando Oliveira falou, na manhã desta terça-feira, 13, no programa Giro Regional da Gazeta FM. Na oportunidade, destacou os prejuízos com o excesso de chuva, bastante acima da média histórica, em culturas como o trigo, frutíferas, tabaco, entre outras. As chuvas ocorrridas em 2014 chegaram a 2.824 milímetros, considerada a maior dos últimos 23 anos, segundo levantamento de Iedo Gassen, que faz a medição diária das precipitações no Bairro Vera Cruz.

Conforme Oliveira, os prejuízos já foram contabilizados na cultura do trigo, pois  a chuva afetou a produção e a qualidade do produto colhido. O feijão não apresenta boa qualidade. Já a soja necessita em media 450 a 800 mm de chuva durante o seu ciclo, dependendo muito do manejo, ciclo da cultura  e condições climáticas. “Já temos  contabilizados até o dia 9 de janeiro 692mm, o que também vai refletir na produção pois boa parte do adubo já foi lixiviado. Em função do excesso de umidade as doenças fúngicas,   no caso da ferrugem, já é mais uma preocupação para os sojicultores. O milho safrinha também será prejudicado caso as chuvas continuarem neste ritmo , pois os produtores terão dificuldades em semear dentro do período recomendado pela pesquisa, correndo o risco de atraso no plantio”, disse.  

Nas culturas perenes, prejuízos foram contabilizados na cultura do Pêssego. A produção de caqui  terá uma queda  de rendimento e no Citros a produção da próxima safra já esta comprometida, pois no período de florescimento o excesso de chuvas proporcionou ataque de doenças fúngicas que causaram abortamento das flores consequentemente  vai refletir na produção deste ano. “A uva, em função dos produtores terem feito um bom manejo das doenças fúngicas, a produção em muitos parreirais está boa , mas onde não houve um manejo adequado das doenças fúngicas as perdas já são contabilizadas”.

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