Esportes

Executiva do Grêmio é indiciada por suposto caso de racismo no Gre-Nal feminino

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o suposto caso de racismo no Gre-Nal do Brasileirão feminino e indiciou a executiva de futebol do Grêmio, Bárbara Fonseca. A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira, 15. O caso aconteceu em 28 de março, no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre. Na ocasião, o torcedor Vinícius Nascimento da Cruz, 34 anos, diretor da organizada Camisa 12, relatou que foi discriminado por Bárbara Fonseca, executiva de futebol feminino do Grêmio. Ele afirmou que ouviu a expressão “macaco, filho da p*”.

O Grêmio manifestou-se oficialmente, através de nota, afirmando que as acusações são “inverídicas”. Assim como Bárbara Fonseca, que utilizou as redes sociais para afirmar que foi acusada “de forma inverídica e leviana, de ter proferido uma injúria racial”. De acordo com a Polícia Civil, foram ouvidas 11 pessoas durante a investigação. Entre elas, três confirmaram terem ouvido as supostas ofensas raciais. As imagens das câmeras de segurança, porém, foram coletadas e não captaram o fato.

De toda forma, a Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) optou pelo indiciamento pelo crime de injúria racial. Agora, o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis. A partir de então, o Ministério Público vai analisar se oferece denúncia ou não.

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Possibilidade de punição no âmbito esportivo

A procuradoria do STJD denunciou o Grêmio e a dirigente, na última segunda-feira, 13), pelo caso. Ambos foram acionados no artigo 243-5 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Bárbara pode pegar uma suspensão de 360 dias. Além de multa de R$ 100 mil. O Tribunal também deseja que ela seja suspensa de maneira preventiva, alegando que “a permanência da denunciada em atividade competitiva, antes da análise colegiada da infração, representa fator de instabilidade institucional”.

Já o Grêmio pode perder pontos e mandos de campo. A procuradoria do STJD quer que o clube seja condenado e tenha que pagar uma multa de R$ 100 mil, jogue com portões fechados e perca três pontos no Brasileirão feminino. Além disso, o Grêmio teria como obrigação “cooperar de forma a prevenir, entre outros, comportamentos racistas ou qualquer outra forma de discriminação”.

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João Caramez

Em 2010, aceitei o convite para atuar como repórter estagiário no Portal Gaz, da Gazeta Grupo de Comunicações. Era o período de expansão do site, criado em 2009, que tornou-se referência em jornalismo online no Vale do Rio Pardo. Em 2012, no ano da formatura na graduação pela Unisc, passei a integrar a equipe do jornal impresso, a Gazeta do Sul, veículo tradicional de abrangência regional fundado em 1945. Com a necessidade de versatilidade para o exercício do jornalismo multimídia, adquiri competências em reportagem, edição, diagramação e fotografia para a produção de conteúdo em texto, áudio e vídeo. Entre as funções, fui editor de País/Mundo e repórter de Geral. Atualmente, sou repórter de Esporte e produzo conteúdo para o site Portal Gaz e jornal Gazeta do Sul. Integro a mesa de debatedores do programa 'Deixa Que Eu Chuto', da Rádio Gazeta FM 107,9, desde 2018. Em 2021, concluí uma pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios pela Ulbra.

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