A sessão da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul, realizada nessa segunda-feira, 29, foi marcada por manifestações de familiares e pacientes que aguardam a implantação da lei municipal que prevê o fornecimento do sensor de monitoramento contínuo de glicose, conhecido como Libre, para pessoas com diabetes.
Com cartazes no plenário, o grupo pediu agilidade na aquisição dos equipamentos, prevista em legislação sancionada em 2024. Os participantes relataram as dificuldades enfrentadas pelas famílias que dependem do dispositivo para o controle da doença.
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Autor da legislação, o vereador Edson Azeredo, do PL, reconheceu a demora e afirmou que o processo está mais próximo de ser concluído. “O procedimento do sensor está mais perto do que nunca, porque agora já está no processo de compra”, disse. O parlamentar também garantiu que seguirá acompanhando o tema. “Enquanto não receberem o sensor, eu não vou sossegar, porque esse é o meu trabalho.”
O presidente da Câmara, Serginho Moraes, do PL, afirmou que os recursos destinados para a aquisição dos equipamentos permanecem reservados e negou que tenham sido utilizados em outras finalidades. “Não foi tirado R$ 1,00 do Libre, não foi tirado R$ 1,00 da saúde pública”, declarou. O parlamentar também reconheceu a legitimidade da mobilização das famílias. “Vocês têm todo o direito de cobrar, de vir atrás e de buscar informações.”
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O vereador Rodrigo Rabuske, do Republicanos, ex-secretário municipal de Saúde, disse compreender a frustração das famílias e destacou que a implantação de uma nova política pública exige uma série de procedimentos administrativos. “A gente consegue se colocar no lugar de vocês, entende essa dor”, afirmou. Segundo ele, o município trabalha para que a medida seja colocada em prática. “Não tenho dúvida de que nós vamos ter ainda a celebração desse feito, que é a entrega do primeiro Libre para as pessoas.”
Nicole Weber Covatti, do Progressistas, também classificou a manifestação como legítima e defendeu que o processo seja agilizado. “Parabenizo vocês pela manifestação. A manifestação é sempre democrática”, disse. A parlamentar ainda fez um apelo para que o fornecimento do equipamento seja efetivado. “Espero de coração que isso vá para frente agora.”
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Já Alberto Heck, do PT, destacou que a demora gera frustração nas famílias, especialmente diante da expectativa criada após a aprovação da lei. “Essa manifestação é simplesmente proporcional à expectativa que se criou para essas pessoas”, afirmou.
Segundo ele, é preciso reconhecer o impacto causado pela demora na implantação da medida. “Quando a gente cria uma expectativa, as pessoas esperam e cobram da gente na mesma proporção da expectativa que a gente criou.”
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