A decisão pela constitucionalidade da lei estadual que validou o reajuste de 16% no piso regional, nessa segunda-feira, 23, significa mais um prejuízo para a economia estadual, de acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller. “Já temos dificuldades enormes para sobreviver em 2015, e a vigência do piso irá encarecer os produtos e serviços gaúchos frente à maioria dos estados brasileiros que não adota essa prática. Portanto, vamos perder competitividade, o que significa menos empregos”, alertou o dirigente. Ele destacou que a menor faixa do piso regional gaúcho (R$ 1.006,88) ultrapassa a maior faixa praticada em São Paulo (R$ 920,00).
“Esta resolução acaba onerando todos os segmentos, pois contamina as negociações coletivas. Além disso, o Rio Grande do Sul deixa de ser atrativo para novas empresas”, pondera o presidente da Fiergs, lembrando que apenas cinco estados têm o piso. “A Lei nº 14.653/2014 concedeu um reajuste de 16% no Piso Regional gaúcho, enquanto nossa economia tem uma expansão prevista de 0,2% e variação inflacionária oficial estimada em 6%”, salientou.
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