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Fóssil do período Triássico é encontrado durante obras de duplicação da RSC-287 em Candelária

Um fóssil foi localizado e identificado pela Rota de Santa Maria, concessionária do Grupo Sacyr, nas intervenções realizadas na RSC-287, no município de Candelária. A descoberta ocorreu na semana passada, em uma área da rodovia próxima a Vila Botucaraí.

Trata-se de um rincossauro, réptil herbívoro que teria vivido há cerca de 250 milhões de anos no Triássico, o primeiro período da era mesozoica, popularmente conhecida como a “era dos répteis”.

O curador do Museu Municipal de Candelária, Carlos Rodrigues, explicou que é considerado um fóssil guia do Triássico, sendo encontrado em muitas partes do mundo. No município foram registradas duas espécies, a Hyperodapedon sp. (com até 2 metros de comprimento quando adulto) e a Teyumbaita sulcognathus (que pesava até 100 quilos e alcançava 3 metros de comprimento).

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No município de Candelária, há registros de duas espécies de rincossauro

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De acordo com a concessionária, o achado ocorreu durante escavações monitoradas na faixa de domínio da rodovia, dentro do Programa de Monitoramento e Salvamento Paleontológico, exigido no processo de licenciamento ambiental. A iniciativa é aprovada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e as atividades de coleta seguem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A Rota Santa Maria afirmou ainda que possui uma equipe para eventuais achados paleontológicos, permitindo a identificação, registro e destinação de acordo com os protocolos científicos e a legislação.

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Achado está dentro da área do geoparque

O novo fóssil foi encontrado na área de abrangência do Geoparque Triássico Vale do Rio Pardo. Criado em julho de 2023, é formado pelos municípios de Candelária, Vale do Sol, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Venâncio Aires, Passo do Sobrado e Vale Verde. Nesse território, a principal característica é a existência de afloramentos em todos esses municípios, onde fósseis do período Triássico estão sendo encontrados. 

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O presidente da Associação de Turismo do Vale do Rio Pardo (Aturvarp), Djalmar Ernani Marquardt, afirmou que os afloramentos são objeto de estudo e pesquisa para cientistas e acadêmicos. E, segundo ele, também constituem atrativos que podem ser explorados para atrair turistas.

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De acordo com Marquardt, a Sacyr contratou paleontólogos para acompanhar as obras de duplicação da 287. Além disso, Carlos Rodrigues, representante do geoparque, mantém contato com a equipe, além de prestar treinamentos específicos aos engenheiros e funcionários da concessionária. “É responsabilidade da empresa executar ações de sustentabilidade ambiental no local das obras, tanto para preservação da flora quanto para a proteção da fauna e, no território do Geoparque Triássico Vale do Rio Pardo, para a proteção do patrimônio fossilífero.”

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Julian Kober

É jornalista de geral e atua na profissão há dez anos. Possui bacharel em jornalismo (Unisinos) e trabalhou em grupos de comunicação de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

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Julian Kober

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