Foto: José Cruz | Agência Brasil
O dia 1º de abril é considerado, em vários países ocidentais, o Dia da Mentira. Existem muitas explicações sobre a origem desse dia especial. A versão mais conhecida diz que, em 1564, o rei Carlos IX da França decidiu que o Ano Novo, até então comemorado de 25 de março a 1º de abril, passaria a ser celebrado no dia 1º de janeiro, adotando o calendário gregoriano, instituído pelo papa Gregório XIII (1502-1585). Muitos franceses recusaram-se a aceitar o 1º de janeiro como início do ano, o que levou algumas pessoas a fazer brincadeiras com eles e a ridicularizar aqueles que insistiam em continuar a considerar o 1º de abril como ano novo.
No Brasil, o Dia da Mentira começou a se popularizar através de um jornal mineiro, chamado sugestivamente de “A Mentira”, que tratava de assuntos sensacionalistas, no começo do século 19. Em 1º de abril de 1828, noticiou a morte do então imperador Dom Pedro I. Como muitas pessoas acreditaram na notícia, dois dias depois, o jornal desmentiu a publicação.
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Por aqui, a data já perdeu a sua graça, pelo menos no sentido lúdico do passado. Pior: há algum tempo, o Dia da Mentira passou a ser todo o dia. As redes sociais transformaram-se em campo minado de todo tipo de mentiras, eufemisticamente chamadas de fake news. Políticos de expressão nacional, sem pudor algum, repetem mentiras, mesmo que já tenham sido desmascaradas. Há poucos dias, a Globo produziu e divulgou, no programa da GloboNews de 20 de março, um PowerPoint ou, na palavra da âncora, uma “arte” para demonstrar a vinculação de pessoas e instituições a Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Sem entrar no mérito se as pessoas e instituições tinham alguma vinculação com Vorcaro, o fato é que o PowerPoint gerou uma onda massiva de questionamentos, principalmente pela omissão de nomes. No programa do dia 23 de março, a âncora leu um pedido fajuto de desculpas.
Perigosamente, postagens falsas circulam na internet, enaltecendo ou prejudicando a imagem de pessoas e que são repassadas em grupos de WhatsApp. Muitas vezes, são tão absurdas que, mesmo já desmentidas por sites que checam possíveis fakes, a pessoa precisa ser muito alienada, fanática ou de má fé para acreditar nelas e repassá-las.
O assunto é tão sério, ainda mais em campanhas eleitorais, sujeitas a todo tipo de postagens a favor ou contra candidatos, que está em curso, no Supremo Tribunal Federal, o interminável inquérito 4.781, de 14 de março de 2019, das fake news, para identificar quem financia, produz e distribui esse tipo de material. Com a utilização cada vez maior da inteligência artificial, as fakes poderão causar dramáticas perturbações econômicas e políticas, especialmente para a democracia.
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Há certas mentiras que permanecem ao longo do tempo, mesmo que pesquisas científicas e acompanhamentos digam não ter fundamento, como, por exemplo, a crença de que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
Existem também mentiras que as pessoas contam para si mesmas para justificarem gastos e que acabam prejudicando sua saúde financeira:
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Na vida financeira, somos movidos mais por mentiras do que verdades. Além das citadas anteriormente, a primeira mentira pode ser, por exemplo, achar que seu ganho é o valor bruto do salário ou renda, não levando em conta descontos, alguns compulsórios, e que deixam a disponibilidade real menor. Outras, acreditar em pirâmides financeiras, investimentos mirabolantes, influenciadores digitais ou pessoas do entorno que prometem facilidade ou ganhos extraordinários. E a mentira mais recente em acreditar que pode resolver problemas financeiros apostando em jogos online. Sempre existe alguém que ganha uma boa bolada, mas, o fato é que, segundo a matemática e o objetivo das plataformas de jogos online, o apostador sempre vai perder dinheiro.
A verdade financeira só pode ser descoberta com a identificação do “Eu financeiro”. É obtido através de um diagnóstico, um dos pilares da metodologia da DSOP Educação Financeira. Durante 30 ou até 60 dias, anotar todas as entradas e saídas de dinheiro, por mais insignificantes que sejam. Aplicativos em celular facilitam essa tarefa, de modo que não ocorram “esquecimentos”. Ao final do período de anotações, a pessoa ou família terá um levantamento completo e preciso de quanto dinheiro entrou e em que ou onde foi gasto – a sua verdade financeira. A análise dos números pode mostrar que o dinheiro está sendo gasto de forma aleatória. É o momento de já reduzir, substituir ou eliminar itens de gastos e despesas. Pesquisas indicam que só com essa ação é possível reduzir as despesas de 20% a 30%, sem interferir no padrão de vida pessoal ou família.
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