Imagem: Pixabay
Não se sabe, ao certo, quando surgiu o Carnaval. É possível que suas raízes remontem a cultos primitivos dos gregos para agradecer aos deuses pelas boas colheitas. Ou que tenha começado no antigo Egito, ou na Europa Medieval. O mais provável é que a origem do Carnaval seja a antiga Roma, antes de Cristo, quando nobres e escravos misturavam-se nas ruas, comemorando com muita comida, bebida, música, dança e sexo as Saturnálias, festas em homenagem ao deus Saturno.
Na Idade Média, com o fim do império romano e a ascensão do cristianismo, a Igreja Católica, preocupada com os “atos pecaminosos” praticados durante a festa, tentou acabar com as Saturnálias. Mas, com forte resistência da população, inclusive de seus fiéis, a igreja reconheceu o Carnaval, no ano 590, passando a programá-lo em seu calendário.
Ao longo do tempo, o Carnaval tem se modificado bastante. Em meados de 1800, blocos e grupos de foliões das pessoas mais ricas saiam às ruas para dançar e cantar quadrinhas anônimas ou marchinhas irreverentes para, já naquela época, satirizar políticos e personalidades. Em 1899, a marcha “Ô abre alas”, da pianista e maestrina Chiquinha Gonçalves, iniciou o costume de composições feitas exclusivamente para grupos de foliões.
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Enquanto isso, o Carnaval dos pobres, restrito a bailes em bairros e brincadeiras do entrudo (jogar uns nos outros farinha, ovos, água e outros líquidos mal cheirosos), era considerado feio e atrasado. Por isso, carnavalescos do Bairro Estácio, do Rio de Janeiro, à semelhança dos ricos, trataram de organizar-se. O primeiro grupo a desfilar oficialmente foi “Deixa Falar”, núcleo inicial da atual Escola de Samba Estácio de Sá, que, em 1929, transformou-se na primeira escola de samba do que se tem notícia.
Nos últimos 40 anos, as escolas de samba, principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo, transformaram-se em grandes empresas, gerando milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, em várias áreas, durante o ano todo, além de fomentar negócios e o turismo nas cidades envolvidas. O resultado disso são os desfiles cada vez mais grandiosos, considerados o maior espetáculo da Terra. Também não faltam críticas, deboches, “atentados aos costumes”, tudo com muito brilho e luxo. É de Joãozinho Trinta, carnavalesco vencedor da Beija-Flor, a frase “quem gosta de pobreza é intelectual; pobre gosta de luxo”.
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Há alguns anos, trabalhava-se, normalmente, na segunda e terça-feira de Carnaval; à noite desses dias, ia-se aos bailes e, no dia seguinte, todo mundo em seu local de trabalho, esperando a hora para poder ir para casa dormir. Mas, já naquela época, algum patrão mais condescendente, na terça liberava os funcionários um pouco mais cedo. Mesmo não sendo feriado nacional, a terça-feira é considerada como tal e muitas empresas também não têm atividades na segunda, embora possam negociar a recuperação das horas não trabalhadas.
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No Carnaval, além dos cuidados com a saúde, há o risco de problemas financeiros. Se o bolso não estiver folgado, é preciso fazer um planejamento sob pena de acordar na Quarta-Feira de Cinzas não só com uma dor de cabeça daquelas, como também com uma tremenda ressaca financeira. Pensando nisso, o educador financeiro e autor de livros Reinaldo Domingos, sugere algumas dicas:
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Outros riscos que o consumidor precisa ficar atento são os golpes financeiros que aumentam consideravelmente no Carnaval, como o golpe da maquininha do cartão de crédito (visor quebrado ou troca do cartão), cobranças por aproximação sem o consumidor perceber e golpes com Pix. Além disso, os roubos de celulares e documentos. Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, diz que o Carnaval é uma tempestade perfeita para golpes com aglomerações, distração, euforia e, muitas vezes, álcool. O celular não é só um telefone, ele tem boa parte da vida das pessoas e seus dados financeiros. O perigo não é apenas perder o celular, mas sim o acesso aos aplicativos. Quadrilhas podem aproveitar o momento em que alguém está gravando um story no bloquinho, com o celular desbloqueado para agir. A proteção é vital porque, em segundos, o estrago pode comprometer planos de anos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia, observando as seguintes práticas sugeridas por Jeff:
Quem não se planejou, o melhor a fazer é aproveitar o feriadão de acordo com o que o seu bolso permite, sem se endividar com extravagâncias. Engarrafamentos, acidentes, os aeroportos e rodoviárias lotadas, a chuva na praia … muitas vezes não se consegue evitar. O endividamento, sim, só depende de cada um. A letra daquela marchinha de carnaval que diz “Não me leve a mal, hoje é Carnaval…” pode ser bonitinha e levar a pessoa a extrapolar nas contas. Mas não tem graça nenhuma fazer dívidas apenas para se divertir. Por isso, não ter receio de dizer para si mesmo ou para outra pessoa que não leve a mal, mas, apesar de ser Carnaval, não pode ou não quer fazer determinada conta.
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