É raro encontrar alguém que não tenha, pelo menos, um cartão de crédito na carteira, quando não dois ou até mais. Trata-se de uma ferramenta prática e poderosa que, se utilizada de forma correta, pode trazer benefícios e facilidades financeiras. No entanto, o cartão de crédito pode também ser uma armadilha perigosa, tornando-se um vilão das finanças. Sem o devido cuidado, acumula o maior percentual de endividamento e até inadimplência no Brasil, expondo a fragilidade financeira dos brasileiros.
Além da utilização para gastos por impulso, imprevistos e sem qualquer planejamento, e que em tempo de férias são mais recorrentes, o site Alto Astral relaciona cinco erros que podem sobrecarregar a fatura do cartão de crédito:
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1. Usar o cartão de crédito como complemento do salário ou renda: a pessoa utiliza o limite do cartão de crédito para cobrir despesas básicas, como luz, combustível, mercado. O problema é que, no próximo mês, o salário ou renda servirá para pagar a fatura do cartão e a pessoa ficará sem dinheiro, precisando usar o cartão de crédito de novo. É sinal de que o padrão de vida está acima do que permite a renda, o que requer revisão de despesas, tanto fixas, como variáveis, incluídas as supérfluas.
2. Parcelamentos excessivos em compras do dia a dia: pagar em prestações um bem de maior valor ou até um curso de especialização pode fazer sentido no planejamento financeiro, mas parcelar a compra do supermercado, por exemplo, é arriscado para as finanças. O acúmulo de várias parcelas de pequenos valores dificulta a percepção de quanto crédito a pessoa já comprometeu e de quanto ainda tem disponível. A regra é deixar o parcelamento do cartão de crédito estritamente para aquisição de bens duráveis e necessários e pagar à vista com dinheiro ou cartão de débito as compras que acabam rápido (comida, lazer, roupas, etc).
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3. As assinaturas e cobranças automáticas: são streamings de vídeos, plataformas de músicas, aplicativos de meditação, de assinaturas de produtos e serviços, armazenamento em nuvem, etc. Individualmente são pequenos valores, mas que, somados, atingem um valor considerável. Fazer uma “faxina digital”, identificando cada um dos produtos ou serviços não usados nos últimos 30 dias e, se for o caso, pedir seu cancelamento; sempre existe a possibilidade de renovar a assinatura se sentir falta ou necessidade de algum desses produtos ou serviços.
4. Ignorar as taxas de anuidade e tarifas: muitas pessoas pagam essas taxas simplesmente porque não as identificam nos extratos ou por não saberem que poderiam estar isentas ou negociar um valor menor. Além da anuidade, podem ser debitados outros “penduricalhos”, como seguros ou assistências residenciais, muitas vezes não solicitados. Com base no histórico de bom pagador e no volume de gastos, o cliente deve solicitar descontos ou isenção no valor das tarifas; se o banco não ceder, considerar migrar para outro banco.
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5. Pagamento do mínimo da fatura: é o erro mais fatal, sendo uma armadilha matemática. Quando a pessoa paga apenas o mínimo, o restante do valor entra no chamado “crédito rotativo”, que carrega as taxas de juros mais altas no mercado e consomem parte do dinheiro que poderia ser usado para outros fins. Se, por algum motivo, o cliente não conseguir pagar a fatura total, deve procurar o banco e pedir um parcelamento da fatura.
Apesar dos alertas e recomendações de especialistas, os consumidores brasileiros ainda desconhecem o uso do rotativo do cartão de crédito como uma prática que leva ao endividamento. Muitos deles não se reconhecem como endividados. É provável que muitas pessoas entrem no parcelamento sem se dar conta disso. Mas, é preciso saber que o cartão de crédito:
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1º) é apenas uma ferramenta ou um meio de pagamento;
2º) depende de organização e bom senso;
3º) requer controle rígido do orçamento e da utilização do limite do crédito;
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Embora a forma de melhor usar o cartão de crédito, com inteligência financeira, seja assunto para um próximo artigo, é prudente observar alguns cuidados básicos:
1) estabelecer seu próprio limite: não usar mais de 50% da renda líquida mensal, mesmo que o limite disponibilizado pelo abanco seja duas, três ou mais vezes maior;
2) conhecer as melhores datas para fazer compras, de acordo com o vencimento da fatura;
3) limitar em poucas vezes o número de parcelas e registrar o valor de cada uma na planilha dos meses seguintes, evitando “surpresas” de débitos;
4) cuidar da senha e das compras em sites da internet;
5) jamais emprestar seu cartão.
Então, antes de mandar ver e usar o cartão de crédito na hora de pagar por alguma compra, afinal a sensação psicológica é diferente se tivesse que tirar dinheiro do bolso, é bom usar a cabeça no que uma boa educação financeira pode ajudar. Se não se sentir seguro de usar o cartão de crédito com parcimônia, talvez seja o caso de quebrá-lo antes que ele o “quebre” financeiramente.
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