Categories: Política

Funaro está disposto a fazer delação premiada, JBS afirma não estar envolvida

O lobista Lúcio Bolonha Funaro, preso nesta sexta-feira, 1º, na Operação Lava Jato, está disposto a fazer uma delação premiada. No início da semana, Funaro comunicou ao seu advogado que iria procurar o criminalista Antonio Figueiredo Basto, especialista em acordos de colaboração. Funaro é amigo do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dois atuam em parceria há muitos anos.

A nova etapa da Lava Jato tem origem em duas delações premiadas: a do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e a do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas Nelson Mello. Os delatores citam Lúcio Funaro. Em delação, Fabio Cleto afirmou, or exemplo, que Eduardo Cunha ficou com 1% de negócio de R$ 940 milhões aprovado pelo FI-FGTS com a empresa Eldorado, do Grupo JBS.

Negócios de interesse do PT

Publicidade

Nos depoimentos de delação premiada, Cleto também disse que Cunha decidia quais empresas deveriam receber aportes do Fundo de Investimento do FGTS. Ao tomar conhecimento dos valores pleiteados pelas companhias, explicou o colaborador, o deputado indicava quais lhe interessavam e pedia que Cleto trabalhasse para aprová-los.

Conforme fonte com acesso às investigações relatou à reportagem, Cunha mandava reprovar os investimentos que fossem de interesse do PT. Nesses casos, a ordem do deputado seria para “melar” os aportes.

JBS afirma em comunicado que não é alvo nem está relacionada com operação da PF

Publicidade

A JBS nega estar relacionada à operação da Polícia Federal que ocorre nesta sexta-feira, 1. Em um breve comunicado ao mercado, divulgado pela manhã na página da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia diz que “não é alvo e não está relacionada” com a operação, bem como seus executivos.

A Polícia Federal continua na sede do grupo J&F, que além da JBS é também controlador da Eldorado Brasil Celulose, e segundo a assessoria de imprensa, a ação acontece apenas nos escritórios da fabricante de celulose. Os policiais buscam documentos referentes ao Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS).

A J&F foi citada em delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto. De acordo com ele, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do FI-FGTS. 

Publicidade

Uma das propinas relatadas por Cleto refere-se à captação de recursos feita em 2012 pela Eldorado Brasil. O valor pleiteado inicialmente foi de R$ 1,8 bilhão para obras numa fábrica em Três Lagoas (MT), mas acabou reduzido para R$ 940 milhões. Nesse caso, Cleto disse acreditar que Cunha tenha recebido valor superior a 1% como comissão.

TI

Share
Published by
TI

This website uses cookies.