Foto: Expedito Engling
O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o vice-governador Gabriel Souza, afirmou neste sábado, 27, em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, que pretende dar continuidade às principais políticas implantadas nos últimos anos, mas com novas iniciativas voltadas ao agronegócio, à educação técnica e à atração de investimentos. O representante do MDB na disputa eleitoral visitou a Gazeta Grupo de Comunicações.
Segundo ele, o atual governo conseguiu reorganizar as finanças do Estado e criar condições para ampliar investimentos. Gabriel disse que uma mudança de rumo pode representar riscos para o Rio Grande do Sul. “Os meus adversários batem e criticam praticamente tudo que nós estamos fazendo. Então, o que significa que eles querem mudar tudo, né, ou quase tudo. E isso é muito arriscado”, afirmou.
O vice-governador destacou que pretende manter a política de responsabilidade fiscal adotada nos últimos anos. “A gente avançou muito essa linha mestra de responsabilidade com as contas públicas”, disse.
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Ao mesmo tempo, ressaltou que um eventual governo terá identidade própria. “Eu não quero fazer o governo Eduardo Leite 3, quero fazer o governo Gabriel Souza e Hernani Polo 1, porque é um governo novo, um governo com novos desafios,” comentou.
Entre as propostas apresentadas está a renegociação da dívida do Estado com a União e a prorrogação do fundo criado após as enchentes de 2024. O objetivo é direcionar recursos para a proteção das lavouras. “Quero agora investir esse dinheiro na proteção das lavouras no tocante à irrigação e também ao manejo de solo”, afirmou.
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Segundo ele, o Estado precisa se preparar para novos períodos de estiagem. “Virão novas estiagens e teremos novas estiagens. Então, exatamente por isso que temos que nos proteger e nos preparar para isso”, ponderou o pré-candidato ao governo gaúcho.
Outra prioridade apresentada pelo pré-candidato é a ampliação do ensino técnico. Gabriel Souza afirmou que pretende criar o maior programa da área já desenvolvido no Rio Grande do Sul. “Quero fazer o maior programa de ensino técnico da história, para que o jovem saia do ensino médio com profissão”, disse.
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A proposta prevê a compra de vagas em instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além de universidades privadas e comunitárias, como é o caso da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).
Durante a entrevista, vice-governador também destacou a importância da fumicultura para o Vale do Rio Pardo. Segundo ele, o Estado precisa investir em cursos técnicos voltados às necessidades da cadeia produtiva. “A fumicultura é fundamental aqui para essa região. Nós somos apoiadores do produtor de tabaco”, afirmou.
O representante do MDB também citou a chegada do gás natural ao Vale do Rio Pardo como um fator capaz de impulsionar novos investimentos. “Onde tem mais gás natural, tem mais indústria. Exatamente por isso que vai crescer o número de indústrias para cá”, projetou.
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Ao analisar o cenário da disputa ao Palácio Piratini, Gabriel Souza afirmou estar satisfeito com o desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, a pré-candidatura começou com cerca de 2% das preferências e atualmente aparece com aproximadamente 18%. “Eu nunca imaginei chegar em junho com 18%”, declarou.
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O emedebista atribuiu o crescimento à participação em debates e aos eventos realizados pelo interior do Estado. “Quem quer ser governador do Estado não pode fugir de debate. Eu vou em todos. Já estou confirmando minha presença no debate que vocês vão realizar aqui em Santa Cruz”, afirmou.
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Para Gabriel Souza, a campanha ainda está em uma fase inicial e a população ainda não está voltada ao processo eleitoral. “O assunto hoje não são as eleições”, disse, ao destacar que o interesse dos gaúchos ainda está concentrado em outros temas e que o debate político deve ganhar mais força nos próximos meses.
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