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Governo federal ainda tem que cortar mais, afirma Sérgio Moraes

O governo federal anunciou nessa segunda-feira, 24, o corte de dez dos 39 ministérios até setembro. Nesta terça-feira, 25, o deputado federal Sérgio Moraes (PTB) afirmou que a medida ainda é pequena perto do número de pastas existentes no Executivo. Para o parlamentar há muitos ministérios e que, provavelmente, a presidente Dilma Rousseff nem sabe o nome dos ministros. As pastas são criadas somente para satisfazer partidos aliados e assim acaba estimulando a ganância pelo poder.

Moraes afirma que há algum tempo vem votando contra o governo e a favor dos direitos dos trabalhadores. A crise está batendo na porta dos brasileiros e a expectativa vista no Congresso é que ainda esta semana novas medidas de corte de gastos sejam anunciadas. Assim como está acontecendo em todas as esferas do poder público.

Em relação a Santa Cruz e o anúncio de que os secretários municipais devem devolver parte dos salários a partir de setembro. Sérgio Moraes, que já administrou o município, é mais cauteloso. Ele acredita que é preciso aguardar e averiguar se não vai acontecer como no caso do salário da vice-prefeita Helena Hermany (PP), que devolvia um montante e recentemente recebeu um valor alto retroativa de todas as devoluções feitas desde o início do mandato. “Às vezes é muito barulho e muita conversa.”, observa.

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No caso do Estado, Sérgio acredita que o Estado tem que ter um pacto para as próximas administrações. Desta forma o Piratini seria administrado como uma empresa e não politicamente. Já são 40 anos e o Rio Grande do Sul acumula cerca de R$ 55 bilhões em dívidas. A cada quatro anos assume um governo e acaba desfazendo o que vinha sendo feito, quando um consegue poupar, o próximo gasta além do que tem.

EDUARDO CUNHA

O deputado federal Sérgio Moraes é um dos membros do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e já assinou o pedido de saída do presidente da Casa, Eduardo Cunha. O parlamentar foi recentemente acusado de estar envolvido no esquema de corrupção da Petrobras.

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Segundo Moraes, o deputado que não assina o pedido de saída é por ter algum “rabo preso”. Para ele, enquanto Cunha estiver na presidência da Câmara não vai poder se defender e quem é inocente tem pressa em provar isso.

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