O empate em 1 a 1 contra o Fluminense na noite de sábado, 11, provocou a ira de jogadores, comissão técnica e dirigentes do Grêmio. O consenso é de que a arbitragem de André Luiz de Freitas Castro foi decisiva para evitar a vitória gremista em Volta Redonda. “Sem dúvida. Se tivesse o pênalti, não tivesse a expulsão, sairíamos daqui vitoriosos, sem dúvida. A gente vê, estamos próximo ao lance. Acabamos questionando. Hoje, sem dúvida, fomos prejudicados”, disse o meia Douglas. Giuliano também rebatou a arbitragem, reclamando do pênalti claro não marcado a favor do Grêmio. “Ramiro xingou ele. Se todos os árbitros que forem xingados vão expulsar, não vai ter jogador em campo. Lamentamos pela nossa entrega, conseguimos o gol com um jogador a menos. A bola bate claramente na mão do jogador, e ele não marca. Dois pesos, duas medidas. Pela circunstância da partida, a gente merecia ter ganho”, queixou-se.
Após a partida, o próprio volante Ramiro explicou o que houve no lance em que recebeu cartão vermelho. “O jogador nunca vai reclamar com palavras bonitas ou educadas. Foi no calor do jogo, vai ser uma reclamação mais alterada. Ele (o árbitro) achou que fosse desrespeito e me expulsou na reclamação, quando reclamei de uma falta não marcada a nosso favor. Fiz o gesto com o braço, e acho que isso deixou ele mais bravo”, relatou. Ele garantiu que não foi uma ofensa dirigida ao árbitro, mas em relação a uma falta não marcada. “Desde que estou no futebol, convivi com este tipo de situação, de reclamar de forma um pouco alterada. Foi um palavrão dirigido à situação toda: no momento em que tu vais reclamar, reclama contigo, com o juiz, com a jogada. Foi um desabafo. Fiz o gesto com o braço e falei “vai tomar no c…””, concluiu.
O vice-presidente de futebol Alberto Guerra disparou contra o juiz pelos lances que considerou errados contra o Grêmio. “A gente investir tanto em um time para ser assaltado… Este vai ser conhecido como o “jogo da mão”: meteram a mão no Grêmio, não deram um pênalti de mão e o gol deles teve toque de mão. É inaceitável. Não sei o que vamos fazer, mas alguma coisa será feita”, vociferou o dirigente. Na avaliação do técnico Roger Machado, o time teria vencido se não fosse a atuação do árbitro. “Vou deixar para a direção falar sobre o assunto (arbitragem). No fim do jogo, fui me dirigir a ele para dizer que, no gol deles, o domínio foi com a mão, só isso. O jogo teria nos dado três pontos em condições normais. Por conta de outros eventos ficamos com um, e foi um grande resultado. Perdemos um homem no primeiro tempo. Seguramos boa parte do jogo, os jogadores saíram extenuados. São dois pontos perdidos, mas um ponto ganho importante para a sequência do campeonato”, destacou.
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Roger defendeu Ramiro e ressaltou que reclamações são naturais. “O Ramiro esbravejou mais forte em relação ao árbitro. Mas em campo não é lugar para gentileza. No calor do jogo, você fala mais forte. Acontece isso. Se todas as expulsões forem feitas dessa forma, não vai ficar jogador em campo. Nosso gol saiu com jogador a menos. No segundo tempo, o Fluminense veio para cima, mudamos para segurar o resultado. Não. Não saúdo. Quando chega ao ponto que ele tem que fazer isso é porque tem algo errado. Evidente (que foi um erro)”, argumentou.
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