O investimento milionário para transformação do Lago Dourado em complexo de lazer causa apreensão junto a um grupo de moradores do Bairro Várzea, em Santa Cruz do Sul. Eles temem que as intervenções possam agravar o problema dos alagamentos no bairro. Quando o Rio Pardinho sai do leito, atinge algumas ruas, pátios e casas
Um grupo de moradores que conversou com a Gazeta do Sul nessa sexta-feira relatou temer a criação de novos aterros para a revitalização do lago, que receberá R$ 20 milhões em investimentos. O convênio entre a Prefeitura e a Corsan, que viabiliza as obras, foi assinado em outubro. Ainda em agosto do ano passado, um abaixo-assinado com adesão de 315 famílias foi protocolado junto à Prefeitura, pedindo a limpeza do Rio Pardinho como ação preventiva para controle dos alagamentos. O ideal, conforme o grupo, seria o desassoreamento desde o município de Sinimbu e até o Rio Pardo. Eles também pedem a canalização de uma sanga no bairro.
No mês de outubro, último, após a assinatura do convênio, uma moradora acionou o Ministério Público para cobrar esclarecimentos sobre realização de estudo de impacto ambiental autorizando as obras no Lago Dourado. Ela segue no aguardo de um retorno do MP. A Prefeitura de Santa Cruz, por sua vez, afirma que existe um estudo que comprova que as intervenções junto ao lago não vão maximizar os transtornos para os moradores do Bairro Várzea e que tem planos de efetuar a limpeza do Rio Pardinho.
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