Fernando Silveira da Silva, que estrangulou sua mulher com uma corda de varal no final do ano passado, foi condenado ontem à pena de 15 anos de reclusão. Poucos dias depois do homicídio de Pâmela Santiago, com quem morava no Residencial Santa Cecília, no Bairro Arroio Grande, em Santa Cruz do Sul, Fernando confessou o crime. Ele não poderá apelar em liberdade e vai permanecer recolhido no Presídio Estadual de São Sepé, na região central do Estado. Os dois moravam juntos há sete anos e tinham dois filhos.
O julgamento ocorreu na manhã de ontem, em sessão do Tribunal do Júri. O crime foi cometido entre as 21 horas de 26 de novembro de 2014 e 2 horas do dia posterior. A juíza Márcia Inês Doebber Wrasse ouviu o promotor de Justiça, Flávio Eduardo de Lima Passos, e a defesa do réu, Paulo Giovani Simões Trevisan, antes de declarar o homem culpado e dar sua pena de 15 anos de prisão.
O caso alcançou grande repercussão no final de novembro do ano passado, quando a mulher foi encontrada morta em sua casa e, poucos dias depois, o ex-companheiro assumiu a autoria do crime. O corpo de Pâmela, de 30 anos, foi localizado pela Brigada Militar depois que Fernando, 34 anos, encaminhou uma mensagem a um amigo, informando que “teria feito uma bobagem”, mas ressaltando que os filhos estavam bem.
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Logo depois de cometer o assassinato, o homem fugiu com as crianças de carro até São Sepé, de onde é natural, cidade que fica a cerca de 200 quilômetros de Santa Cruz do Sul. Lá, entregou os filhos para os seus pais, que residem no interior. Na manhã seguinte, Fernando prontamente procurou a Delegacia de Polícia do município para confessar que havia assassinado a esposa.
Para a Polícia Civil, ele contou que o crime foi consequência de uma briga dele com Pâmela. Na confissão escrita por Fernando, deixada dentro do apartamento onde sua esposa foi encontrada morta, ele lista, ao longo de três páginas, os motivos que o levaram a cometer o homicídio. O principal deles: não aceitava o fim do relacionamento.
Os dois estavam vivendo em casas separadas já há alguns dias. No entanto, ele costumava visitar os filhos frequentemente e ainda tinha a chave do apartamento no Residencial Santa Cecília. No decorrer da confissão, Fernando repetiu diversas vezes que amava Pâmela e seus filhos. Além disso, ele pediu perdão “por ter feito uma besteira”.
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Logo após o depoimento à Polícia Civil, Fernando precisou ser liberado, pois não existia mandado de prisão expedido contra ele e já não havia mais como lavrar flagrante. Poucos dias depois, ele foi levado à prisão de São Sepé, onde permaneceu esperando o julgamento.
O réu teve com Pâmela Santiago dois filhos, um de 7 anos e outro com pouco mais de 1 ano de idade. Além das duas crianças, a mulher também tinha uma menina de 14 anos, que hoje reside com o pai. Pâmela trabalhava como fiscal de caixa do Supermercado Miller, em Santa Cruz. Ela foi enterrada em São Gabriel, município de onde era natural.
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