“Recolhida pelo jornalista Alexandre Espírito Santo: a internet criou um acrônimo para definir pessoas com +60 que continuam ativas na profissão e na busca de conhecimento do dia a dia: NOLT (New Older Living Trend). Segundo a definição do ChatGPT, os NOLTs possuem a ‘tendência de valorizar práticas, objetos e valores do passado, reinterpretando-os de forma moderna; o tradicional adaptado às necessidades, à tecnologia e à estética atuais’.”
A nota acima foi postada esta semana no blog do meu grande amigo, ídolo e colega jornalista Fernando Albrecht (https://fernandoalbrecht.com.br/). Sugiro aos amigos leitores acessar o espaço. Ali a gente encontra muita história sobre política, economia e comportamento. Albrecht é um daqueles dinossauros do jornalismo. Do tipo “cricri”, como dizíamos nos anos 80. Ele vai às minúcias da informação. Checa, questiona, critica e reconhece colegas talentosos como ele.
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Editor da coluna “Pra Começo de Conversa” da página 3 do Jornal do Commercio, Albrecht é detentor do maior índice de leitura da publicação e rivaliza com outros diários de Porto Alegre que fazem muito mais propaganda. Modesto, ele nunca quis publicar um livro, apesar da insistência deste fã assumido. Fernando Albrecht foi publicitário, ator de tevê, comentarista de rádio, apresentador de televisão e exerceu um sem-número de funções. Todas ligadas à comunicação, vocação, talento e competência que ele tem de sobra.
Não gosto muito da expressão “saudosista”, mas em termos de jornalista sou, de verdade, sim, um apaixonado pelo tempo em que um repórter ligava para uma fonte (entrevistado), marcava um encontro e, no horário marcado, aparecia cheio de perguntas.
Com ou sem gravador, do tipo cassete, a conversa começava mansa e, aos poucos, engrenava. Na base do “olho no olho”, como se fazia naqueles tempos da máquina de escrever e computador engatinhando, era possível detectar mentiras, incoerências ou convicções e certezas emanadas do entrevistado. Além disso, a gente voltava para a redação com outras pautas, prospectadas a partir da reação do interlocutor.
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Tive o privilégio de conhecer Fernando Albrecht na redação da Zero Hora, no final dos anos 80. A mesa dele era uma grande festa, afinal, o cara sabia – e sabe até hoje! – contar uma boa história, causos pitorescos e curiosidades capazes de preencher as velhas (como eu) enciclopédias.
Desculpem o excesso de saudosismo contido nesta crônica de início do final de semana. O jornalismo permite conhecer gente especial, famosos ou anônimos, de gabinetes ou da rua. Reconhecer pessoas talentosas, humildes e competentes em seu ofício é obrigação de todo repórter. Mesmo com quase 50 anos de experiência, não perdi o cacoete. Bom fíndi para todos!
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