O clássico argentino entre Boca e River era uma das partidas mais esperadas das oitavas de final da Libertadores. Após perder o jogo de ida por 1 a 0 no Monumental Nuñez, o Boca Juniors precisava reverter o resultado na noite desta quinta-feira, 15, e para isso contava com o apoio de sua apaixonada torcida no La Bombonera. No entanto, houve um episódio que impossibilitou que os 90 minutos fossem disputados: torcedores atiraram spray de pimenta nos jogadores visitantes na volta dos vestiários. E a imprensa internacional não escondeu sua decepção com o ocorrido.
O argentino “Olé” chamou o episódio de “vergonha”, expressão repetida por outros periódicos do país. O site do “Olé” se referiu ao incidente como um dos maiores escâdalos da competição continental e explicou o que deverá acontecer, já que a partida não foi finalizada. Segundo a publicação, o River deve ser declarado vencedor do confronto, de acordo com o artigo 23 do estatuto da entidade que considera, caso seja comprovada a responsabilidade, o clube mandante, o Boca, perdedor da partida pela contagem de 3 a 0.
Já o “Clarín” reproduziu uma entrevista dos jornais locais com o secretário de Segurança argentino, Sergio Berni. Ele acredita que a culpa pelo ocorrido é do Boca Juniors e que a equipe deve ser responsabilizada, já que, segundo ele, houve negligência na hora de organizar a segurança interna.
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O incidente na partida repercutiu também na Europa. O espanhol “Marca” publicou uma foto do confronto, acompanhada do título: “Superclássico da vergonha”. O periódio cinda destacou que quatro jogadores do River (Leonardo Ponzio, Leonel Vangioni, Carlos “Pity” Martínez e Ramiro Funes Mori) tiveram queimaduras e foram os mais atingidos pelo ataque.
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O italiano “Corriere dello Sport” se referiu ao clima de guerra provocado pela torcida do Boca. “Emboscada dos torcedores do Boca. Jogadores do River queimados”, escreveu a publicação. “La Gazetta dello Sport” seguiu a linha: ” O Superclássido da vergonha: emboscados os jogadores do River, e partida suspensa após 45 minutos de jogo.”
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