A Nestlé não poderá mais produzir e vender macarrão instantâneo Maggi na Índia. Exames detectaram altos níveis de chumbo no produto e, por isso, a Autoridade de Segurança e Padrões Alimentares (FSSAI) ordenou nesta sexta-feira, 5, que a empresa retire do mercado “nove variedades de macarrão instantâneo e que interrompa a produção”.
Segundo a agência reguladora, a Nestlé teria infringido três normas: concentrações de chumbo que superam o limite estabelecido, rótulos enganosos sobre a presença de glutamato monossódico, um polêmico aditivo alimentar, e a venda de uma variedade de sopa sem autorização.
Para acalmar os ânimos, o presidente do grupo, Paul Bulcke, viajou para a Índia e concedeu uam entrevista coletiva televisionada. Ele enfrentou tumulto, e foi frequentemente calado por jornalistas indianos. “Retiramos do mercado por causa da confusão, já que a confiança do consumidor foi afetada”, explicou Bulcke.
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Seis estados indianos haviam anunciado a proibição temporária da venda de macarrão Maggi depois da detecção de altas concentrações de chumbo no produto. A polêmica cresceu nos últimos dias e na quinta-feira, 4, um grupo de ativistas queimou pacotes de sopa em um protesto em Calcutá.
A notícia da proibição da venda era uma das mais compartilhadas nas redes sociais nesta sexta-feira no país. A empresa suíça afirmou que não usa glutamato monossódico em seus produtos na Índia, mas que este pode ser encontrado de forma natural em alguns de seus ingredientes.
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