Líderes do Partido Progressista (PP) teriam recebido durante quase uma década pagamentos mensais que variavam de R$ 250 mil a R$ 500 mil através do esquema de corrupção da Petrobras. A informação começou a ser apurada após a divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os nomes dos políticos a serem investigados pela Operação Lava Jato. A outros nomes da bancada, o que inclui seis deputados do Rio Grande do Sul, os repasses chegaram a R$ 150 mil, dependendo da força política de cada um.
O partido teria usado recursos desviados de contratos da estatal, conforme dados apurados pela imprensa da Capital. As empreiteiras destinavam entre 0,5% e 1% do valor decorrente dos contratos para o PP. O dinheiro era dividido em três partes: 20% eram cedidos ao diretor Paulo Roberto Costa e ao doleiro Alberto Youssef; 20% cobria os custos de operacionalização do esquema e 60% era dividido entre os membros do partido. Cerca de R$ 250 mil a R$ 500 mil eram pagos ao grupo liderado pelo então deputado federal José Janene – morto em 2010 – e pelos deputados Mário Negromonte, João Pizzolati, Nelson Meurer e Pedro Corrêa. Após, em 2012, eles foram substituídos por Ciro Nogueira, Arthur Lira e Aguinaldo Ribeiro.
Já para outros parlamentares do partido, o pagamento era e R$ 30 mil a R$ 150 mil, que juntos movimentavam cerca de R$ 1,5 milhão por mês. Neste grupo é onde estariam envolvidos os seis deputados do Estado. Ainda não há detalhes divulgados acerca do período, das vezes e dos valores totais que cada um teria recebido.
Publicidade
This website uses cookies.