Em julgamento de mais de duas horas no Tribunal de Justiça Desportiva, da Federação Gaúcha de Futebol, o Inter foi absolvido por unanimidade das acusações de injúria racial no caso Fabrício. Se punido, o clube poderia ser condenado a uma pena de até R$ 100 mil, além da perda de mando de campo – já para a final do Gauchão.
O episódio envolvendo Fabrício ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da vitória do Inter por 1 a 0 sobre o Ypiranga, no Beira-Rio, na última quarta-feira. O lateral se voltou contra uma parte da torcida, que vaiava o time. Só deixou o gramado escoltado por três seguranças, vociferando para a arquibancada. Ao se encaminhar para deixar o gramado e fica de frente com torcedores postados no anel inferior do Beira-Rio, o jogador teria escutado injúrias raciais contra o lateral.
O Inter foi havia sido denunciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A multa poderia ir de R$ 100 a R$ 100 mil, e o clube corria o risco de perder um mando de campo.
Publicidade
O procurador-geral do TJD, Alberto Franco, baseou a denúncia de injúria racial em um vídeo no qual o sócio colorado Vinícius Paixão aparece gritando da arquibancada em direção a Fabrício, que saía de campo naquele momento. Na alegação de Franco, o vídeo mostrava o torcedor pronunciando a palavra “macaco” ao lateral.
A sessão do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul ocorreu na 1ª Comissão Disciplinar. O relator, José Cláudio de Carvalho Chaves e os auditores Felipe Cravo Souza e Juliano Afonso Milani justificaram a decisão por conta das provas apresentadas pelo Inter: depoimento do torcedor, análise de perito em leitura labial e carta do lateral esquerdo Fabrício, agora emprestado ao Cruzeiro. “Ficou provado que o torcedor do Inter em nenhum momento se manifestou de forma preconceituosa, racista ou injuriosa em relação ao atleta Fabrício”, comentou o advogado do Inter, Rogério Pastl, ao final do julgamento.
Publicidade
This website uses cookies.