Saúde e Bem-estar

Internações por doenças respiratórias sobem quase 40% em menos de um mês em Santa Cruz

Santa Cruz do Sul registrou um avanço nos casos graves de doenças respiratórias entre a segunda quinzena de junho e o início deste mês. O município passou de 52 para 72 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de três para cinco mortes. Os dados são do painel da Secretaria Estadual da Saúde, atualizados até essa segunda-feira, 13.

Em menos de um mês, foram 20 novas internações, um aumento de 38,5%. Apesar da alta, a curva epidemiológica em 2026 segue abaixo da registrada no mesmo período dos dois anos anteriores – especialmente de 2025, quando Santa Cruz enfrentou um pico bem mais intenso de hospitalizações.

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Outro indicador que preocupa é a gravidade dos quadros. Dos 72 pacientes internados, 32 precisaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o equivalente a 44,4% das hospitalizações. A letalidade hospitalar alcançou 6,94%, o que significa que quase sete a cada cem pessoas internadas morreram em decorrência da doença.

Os dados mostram que a circulação de vírus respiratórios está mais diversificada neste inverno. Os chamados “outros vírus” passaram a liderar as causas das internações, com 29 registros. Na atualização anterior eram 14 notificações, o que representa mais que o dobro. A influenza aparece em seguida, com 18 hospitalizações, enquanto a Covid-19 foi responsável por apenas um caso durante todo o período.

Entre os agentes identificados estão principalmente o rinovírus, responsável por 14 pacientes, além do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e situações de codetecção, quando mais de um patógeno é encontrado no mesmo organismo.

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Outro dado que merece atenção é o volume de exames sem diagnóstico laboratorial. Das 72 internações, 19 permaneceram classificadas como SRAG não especificada, o equivalente a 26,4% do total. A ausência dessa identificação dificulta um retrato mais preciso do cenário na região.

Mesmo com o crescimento verificado nas últimas semanas, a curva de 2026 continua bem abaixo da observada em 2024 e principalmente em 2025, quando a cidade chegou a computar quase 30 casos em uma única semana.

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Para saber

  • 38,5% foi o aumento das internações por doenças respiratórias em Santa Cruz do Sul em menos de um mês.
  • 44,4% dos pacientes precisaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
  • 5 pessoas morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

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Crianças e idosos são os mais vulneráveis

Os extremos de idade continuam a concentrar a maior parte das internações graves. Crianças de até 11 anos somam 28 hospitalizações, quase 39% do total registrado neste ano. Entre os idosos, foram 27 ocorrências, sendo 17 na faixa de 60 a 79 anos e outras 10 entre pessoas com 80 anos ou mais.

As mortes também se concentram nesses grupos. Três dos cinco óbitos ocorreram entre idosos de 60 a 79 anos. Houve ainda o falecimento de um bebê com menos de 1 ano e outro de um paciente com mais de 80 anos.

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Em relação ao sexo, o índice de internações segue equilibrado, com leve predominância masculina, responsável por 51% dos registros. Entre as vítimas fatais, três eram homens.

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Ronaldo

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Ronaldo

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