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Iuri Fardin: “A convocação de Neymar talvez tenha sido o movimento mais previsível”

A convocação de Neymar para a Copa do Mundo talvez tenha sido o movimento mais previsível – e também o mais necessário – da lista de Carlo Ancelotti. Mesmo longe do auge físico e cercado por dúvidas sobre sua capacidade de decidir em alto nível, o camisa 10 continua sendo uma liderança técnica e simbólica dentro do grupo. Seu retorno atende a um desejo antigo dos próprios jogadores, que sempre defenderam a presença do atacante no elenco.

Para Ancelotti, contar com Neymar significa ganhar estabilidade política e diminuir a pressão externa neste início de trabalho. Em um ambiente naturalmente desconfiado, deixar o principal nome brasileiro fora do Mundial criaria uma crise antes mesmo da estreia.

Merecido

Outro destaque importante da convocação é a presença do goleiro Weverton, do Grêmio, que estará em sua segunda Copa do Mundo consecutiva. Experiente, seguro e acostumado a decisões, ele aparece como alternativa confiável em um setor cercado de incertezas. Alisson retorna de lesão e ainda inspira cuidados, enquanto Ederson atravessa temporada irregular no futebol turco. Nesse cenário, Weverton deixa de ser apenas opção e passa a representar segurança real para a Seleção.

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Desconfiança

Ainda assim, a convocação não mudou o sentimento do torcedor brasileiro. Pela primeira vez em décadas, o País chega a uma Copa sem empolgação. Falta confiança, sobra desconfiança e o clima ao redor da Seleção está distante da paixão que sempre marcou o futebol brasileiro.

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Iuri Fardin

Iuri Fardin é jornalista da editoria Geral da Gazeta do Sul e participa três vezes por semana do programa Deixa que eu chuto, da Rádio Gazeta FM 107,9. Pontualmente, também colabora nas publicações da Editora Gazeta.

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