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Iuri Fardin: “A quantidade de gols e a intensidade têm chamado minha atenção nesta Copa”

Duas coisas têm chamado minha atenção nesta Copa: a quantidade de gols e, principalmente, a intensidade com que as seleções disputam cada lance. O torneio começa logo após o fim das temporadas europeia e asiática, e seria natural esperar atletas desgastados. O que se vê, porém, é o contrário: as equipes mantêm um nível físico impressionante e disposição para competir do primeiro ao último minuto.

A Argentina é o melhor exemplo. Não joga um futebol exuberante e enfrentou dificuldades para avançar em vários momentos, mas compensa as limitações com entrega, concentração e espírito coletivo — corre, pressiona, disputa cada bola. Não por acaso, está novamente entre as quatro melhores seleções do mundo.

Contraste

Nos cinco jogos do Brasil, o aspecto físico também chamou atenção, mas pela ausência dessa intensidade. Em boa parte da campanha, a Seleção atuou em rotação muito inferior à exigida por um Mundial. Isso ficou evidente sobretudo na eliminação para a Noruega: o adversário trocou passes com tranquilidade, encontrou espaços para construir jogadas e finalizou praticamente sem sofrer pressão da marcação brasileira.

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No ataque, faltaram aproximação e movimentação, e jogadores precisavam decidir cercados por adversários, sem opções de passe. A organização tática influencia o desempenho, mas nenhum esquema resiste quando falta intensidade e comprometimento. Antes da estratégia, há a disposição para competir — e nisso o Brasil esteve distante das seleções que chegaram às fases decisivas.

Contraste 2

Com a Série A do Brasileirão de volta nesta semana, os clubes aproveitaram a pausa para disputar amistosos e devolver ritmo de jogo aos atletas, muitos deles sem atuar há mais de 40 dias. Bastaram alguns minutos de Grêmio x Cruzeiro e Fluminense x Bahia para perceber o abismo em relação ao que vemos na Copa do Mundo. O contraste vai muito além da qualidade técnica. Envolve comportamento, intensidade, organização e respeito ao andamento da partida.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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