Esportes

Iuri Fardin: “A reformulação do Grêmio em 2026 é tão necessária quanto tardia”

A reformulação do Grêmio em 2026 é tão necessária quanto tardia. O clube inicia agora um processo que deveria ter começado ainda em 2019, quando os primeiros sinais de desgaste do elenco já eram evidentes. Mais de 20 jogadores foram liberados, e outros ainda devem sair. Trata-se de uma correção de rota inevitável, ainda que custosa. Os erros acumulados cobram seu preço dentro de campo. A folha elevada e o elenco inchado limitam investimentos em posições-chave, como meio-campo e laterais.

Nesse contexto, é compreensível – embora preocupante – o futebol pouco convincente do time de Luís Castro. Faltam organização, intensidade e identidade. Processos de reconstrução raramente são rápidos. A direção precisará sustentar suas decisões, e a torcida terá de exercer algo raro no futebol brasileiro: paciência. Sem isso, perpetua-se o ciclo de crises e trocas constantes.

Competência

Se de um lado há turbulência, do outro há pragmatismo. O Inter tem sido um time competente. Mesmo com limitações, Paulo Pezzolano encontrou um time-base e uma forma eficiente de competir. A equipe atua de maneira reativa, controlando adversários e explorando contra-ataques. O modelo tem funcionado. Jogadores antes contestados passaram a render, como Bernabei, que vive fase artilheira atuando mais avançado. O desempenho não encanta, mas entrega segurança. Para um clube que lutou contra o rebaixamento recentemente e pouco investiu, o saldo é positivo.

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Persistência

O sentimento em Santa Cruz é de frustração, mas também de perspectiva. O Ceisc União Corinthians voltou a cair no primeiro playoff do NBB, apesar de mostrar potencial ao longo da temporada. É preciso contextualizar. O clube disputa apenas sua quinta edição, com orçamento limitado e em mercado periférico, o que dificulta a atração e retenção de talentos. Ainda assim, tem sido competitivo e consolidou o basquete como evento relevante na cidade. Manter o projeto é fundamental. Com persistência e planejamento, os resultados tendem a evoluir. Em um cenário desigual, resistir já é uma forma de vitória.

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Iuri Fardin

Iuri Fardin é jornalista da editoria Geral da Gazeta do Sul e participa três vezes por semana do programa Deixa que eu chuto, da Rádio Gazeta FM 107,9. Pontualmente, também colabora nas publicações da Editora Gazeta.

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