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Iuri Fardin: “A Seleção Brasileira continua apresentando um futebol pobre”

A Seleção Brasileira continua apresentando um futebol pobre. Não há como se enganar com a goleada sobre o limitado time do Haiti, ainda que alguns jogadores tenham se destacado, caso de Vinícius Júnior, o melhor em campo nos dois primeiros confrontos. Mesmo sabendo da necessidade de construir um saldo de gols para uma eventual definição entre primeiro e segundo lugar do grupo, o Brasil tirou o pé e fez um segundo tempo preguiçoso, contentando-se com o 3 a 0 que pode custar caro mais adiante na competição.

Alguns atletas, inclusive, seguem em um ritmo de rotação muito abaixo do que exige o nível atual de uma Copa do Mundo. Falta intensidade do primeiro ao último minuto, e essa acomodação tende a pesar contra adversários mais qualificados nas fases seguintes.

Tática

É verdade que o Brasil viveu um ciclo conturbado, com a passagem de quatro técnicos, titulares lesionados e outros contratempos. Ainda assim, o que se vê em campo é uma equipe muitas vezes desorganizada e engessada, com jogadores pouco dispostos a se desvencilhar da marcação e oferecer opções de passe a quem conduz a bola.

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As linhas seguem distantes umas das outras, e a troca de passes curtos para sair sob pressão quase não aparece. Diversas seleções tecnicamente mais fracas têm conseguido boas partidas justamente por se imporem pela vontade e pela organização coletiva. O Brasil vai precisar de muito mais do que isso se quiser sonhar com o hexacampeonato, e o tempo para corrigir esses problemas é cada vez mais curto.

Contraste

Chama a atenção na Copa do Mundo a atuação da arbitragem e do VAR. Os jogos têm sido corridos, com contatos permitidos, poucas faltas e poucos cartões. Trata-se, certamente, de uma recomendação da Fifa, empenhada em acabar com a cera e aumentar o tempo de bola rolando. O curioso é que, quando questionada, a Comissão de Arbitragem da CBF argumenta que segue justamente as recomendações da Fifa para suas decisões em campo, embora o Brasileirão continue distante desse padrão de jogo corrido.

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Iuri Fardin

Iuri Fardin é jornalista da editoria Geral da Gazeta do Sul e participa três vezes por semana do programa Deixa que eu chuto, da Rádio Gazeta FM 107,9. Pontualmente, também colabora nas publicações da Editora Gazeta.

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