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Iuri Fardin: “O Brasil precisará evoluir se quiser sonhar com o hexa”

Os jogos da Copa do Mundo disputados até agora permitem uma constatação preocupante: o Brasil ficou para trás. Enquanto seleções sem grande tradição exibem um futebol moderno, intenso e organizado, a Seleção Brasileira ainda parece distante desse padrão. A diferença aparece principalmente na organização tática e na capacidade física. Equipes com menos qualidade individual conseguem competir em alto nível porque atuam como um bloco, pressionam, ocupam melhor os espaços e mantêm intensidade durante os 90 minutos.

Não tenho dúvidas de que Carlo Ancelotti é um dos maiores treinadores da história e possui capacidade para corrigir parte desses problemas. Também é justo lembrar que ele assumiu recentemente e convive com lesões importantes. Mesmo assim, a realidade é clara: o Brasil precisará evoluir rapidamente se quiser sonhar com o hexa.

Escolhas

Todo treinador tem jogadores de confiança, os chamados “bruxos”, e isso faz parte do futebol. O problema surge quando a preferência pessoal pesa mais do que o desempenho dentro de campo. Em um torneio de altíssimo nível, currículo e liderança são importantes, mas não podem se sobrepor ao rendimento. O caso de Casemiro simboliza bem essa discussão. Aos 34 anos e vivendo uma fase apenas regular no Manchester United, o volante voltou a ganhar espaço com a chegada de Ancelotti.

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Contra o Marrocos, teve dificuldades para acompanhar o ritmo da partida e foi substituído no intervalo. Evidentemente, um jogo não define a trajetória de um atleta vencedor, mas o Mundial exige decisões baseadas no presente. É preciso avaliar com frieza quem realmente consegue responder às exigências do torneio.

Urgência

A Copa é um torneio de tiro curto. Em 2022, após a derrota na estreia, a Argentina promoveu mudanças importantes e alterou a estrutura da equipe. O resultado foi a conquista do título. O exemplo mostra que convicções precisam ser flexíveis quando a realidade aponta outro caminho. Ancelotti precisará de coragem para corrigir rapidamente o que não está funcionando. Insistir nos erros costuma custar caro.

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Iuri Fardin

Iuri Fardin é jornalista da editoria Geral da Gazeta do Sul e participa três vezes por semana do programa Deixa que eu chuto, da Rádio Gazeta FM 107,9. Pontualmente, também colabora nas publicações da Editora Gazeta.

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